Queda e Fracassos de Médiuns...

Mas situemos desde já, dentre os diversos meios pelos quais os médiuns têm
fracassado, os três aspectos principais ou os três pontos-vitais que os precipitam
nos abismos de uma queda mediúnica etc.

Ei-los

I – A vaidade excessiva, que causa o empolgamento e lança o médium nos
maiores desatinos, abrindo os seus canais-medianímicos a toda sorte de influências
negativas.
II – A ambição pelo dinheiro fácil, exaltada pelo interesse que ele identifica nos
“filhos-de-fé” em lhe agradar, em lhe presentear, para pedir favores, trabalhos,
pontos, afirmações etc., que envolvem elementos materiais.
III – A predisposição sensual incontida, que lhe obscurece a razão, dada a
facilidade que encontra no meio do elemento feminino que gira em torno de si por
interesses vários e que comumente se deixa fascinar pelo “cartaz” de médiumchefe...
de “chefe-de-terreiro”, babá etc.
Como a coisa começa a balançar a moral-mediúnica desses aparelhos?
O 1º CASO – O da vaidade excessiva: uma criatura, homem ou mulher, tem o
dom mediúnico. Naturalmente que o trouxe de berço, isto é, desde que se
preparava para encarnar. Em certa altura de sua vida, manifesta-se a sua
mediunidade. Eis que surge o protetor – caboclo ou preto-velho.
Como no médium de fato e da Corrente Astral de Umbanda a entidade também
é de fato, é claro que ela faz coisas extraordinárias. Cura. Ajuda. Aconselha. Tem
conhecimentos irrefutáveis etc...
São tantos os casos positivos do protetor através da mediunidade do médium,
que logo se forma em torno dele uma corrente de admiração, e de fanatismo
também.
A maioria dos elementos que o cercam, diante das coisas que vêem, são levados
a agradar, a bajular, e com essas coisas, inconscientemente, vão-lhe incentivando a
vaidade latente. Isso de forma contínua. A maioria desses médiuns não estudam,
porque também não receberam ou não se interessam por uma preparação
mediúnica adequada. O protetor faz o que pode e deve (respeitando o livre-arbítrio), isso é, ensina,
doutrina, alerta pelos canais mediúnicos: na manifestação, nas intuições, nos avisos
etc.
Mas acontece sempre que o médium, devido a fortes predisposições à vaidade,
começa por não dar muita atenção aos conselhos, às advertências que o seu
protetor vem fazendo... chega a ponto de se julgar o tal, quase um “pequenodeus”.
Ele pensa que a força é dele... que o protetor é dele – é propriedade sua...
O médium vai crescendo em gestos, em palavras, pois que todos se acostumam a
acatá-lo em respeitoso silêncio, quando não, pelo medo ou por interesse próprio...
Vai crescendo a sua vaidade e logo começa a fazer exibições mediúnicas...
Ele começa a praticar uma coisa que será fatalmente a sua cova... Passa a
“trabalhar” sem estar corretamente mediunizado (ou seja, pede apenas a irradiação
do “guia” de sua preferência sobre ele). A sua entidade protetora pode usar certos
meios para manifestar o seu desagrado, mas respeita também o seu livre-arbítrio, é
claro... pois até as Hierarquias Superiores respeitam esta faculdade.
Então, começam os desatinos, as bobagens e as confusões e a respectiva falta de
penetração nos casos e coisas. Começa a criar casos, a ter preferências e outras
coisas mais. Não obstante as reiteradas advertências do protetor, ele continua... Eis
que surgem os “transtornos”. Os seus canais-mediunicos, dada a faixa-mental que
ele criou com os efeitos de sua excessiva vaidade, abre portas aos kiumbas, que
entram na dita faixa...
Daí tem início uma série de absurdos, de envolvimento negativos etc. O
ambiente do terreiro sai da tônica de outrora. Tudo se altera. Nessa altura o
médium percebe apavorado que o seu protetor mesmo – aquilo que era bom, foi
embora... deixou de sentir a positividade de suas fluidos benéficos...
No principio ele tem um tremendo abalo...depois...ah! depois, ele vai se
acostumando com os fluidos dos kiumbas etc., e mantém a sua excessiva vaidade
de qualquer forma... não quer perder o “cartaz”...
Porém, as curas, a antiga eficiência, não há mais... muitos percebem e dão o
fora... compreendendo que o “seu fulano não é mais o mesmo” e alguns até
passam a olhá-lo com desprezo... e se afastam ironizando dele, muito embora, no
passado, tenham se beneficiado com sua mediunidade.
O pobre médium que fracassou pela excessiva vaidade no íntimo é um sofredor,
muitos se desesperam com o viver da arte de representar os caboclos, os pretos-velhos etc... Enfim, ser um “artista do mediunismo” também cansa, porque a
“descrença” é o “golpe de misericórdia” em suas almas.

O 2o CASO – O da ambição pelo dinheiro fácil. Aqui é preciso que se note a
diferença entre o médium de fato que cai pela ambição desenfreada do vil metal e
do “caso” em que se incluem centenas e centenas de espertalhões, desses vândalos
que usam o nome da Umbanda e de suas entidades a fim de explorarem a
ingenuidade da massa, de todas as maneiras. Esses são bem reconhecidos... Seus
“terreiros” são enfeitados, há muita bebida, os “comes e bebes” são constantes, há
muita roupagem vistosa, enfim, esses “terreiros” se caracterizam pelos cocares de
penas multicores, pelos tais capacetes de Ogum, pelas espadas, pelas capas de
cores, pelos festejos que fazem sob qualquer pretexto, onde os médiuns exibem
tudo isso e mais os pescoços sobrecarregados de colares de louça e vidro como se
fossem “condecorações”... Tudo nesses ambientes é movimento, encenação,
panorama...
São verdadeiras arapucas, onde tudo é duvidoso. Por ali se paga tudo. Desde
uma consulta até um dos tais “despachos”, até as famigeradas “camarinhas” com
seus obis e orobôs para “firmar o santo na cabeça”... do paspalhão que acredita
nisso. Esses antros de exploração, que chafurdam o bom nome da Umbanda na
lama da sujeira moral e espiritual, são fáceis de ser reconhecidos. De vez em
quando os jornais dão notícias deles...
Mas voltemos ao caso do médium de fato, que fracassou pelo dinheiro...
É sabido que a Corrente Astral de Umbanda manipula constantemente a Magia
positiva (chamada de magia-branca) sempre para o bem de seus filhos-de-fé ou
para qualquer um necessitado, venha de onde vier...
A magia, dentro de certas necessidades ou casos, requer determinados
elementos materiais. São velas, flores, ervas, plantas, raízes, panos, pembas e até o
fumo e certas bebidas... O fato é o seguinte: quando há mesmo necessidade disso,
a entidade pede e a pessoa TRAZ, ou providencia, satisfazendo a Lei de Salva (O
que uma entidade pede, independente de seu médium, dentro da Lei de Salva, numa
operação mágica, é uma coisa. E o uso legal da Lei de Salva por um médium-magista, é
outra coisa. Em nossa obra a caminho do prelo “Umbanda e o poder da mediunidade”
está esclarecida, de vez, essa questão).
A coisa quando é manipulada pelas entidades – os caboclos, os pretos-velhos –
costuma sempre dar certo. O resultado é satisfatório... De sorte que quase todo
mundo que “gira” pelos terreiros, pelas Tendas, sabe disso. Daí é que entra na
observação do médium a facilidade, a presteza com que as pessoas se dispõem a
fazer um “trabalhinho” para o seu bem, para abrir ou melhorar seus caminhos,
etc....
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De princípio ele obedece tão-somente às ordens do seu protetor, quanto a esses
aspectos. Depois, através de presentes, de agrados diversos dos beneficiados, ele
começa a pensar seriamente na facilidade do dinheiro...
Então lança mão de uma chave: a questão da salva...em dinheiro para seu anjode-
guarda, para o cambono etc.
Aí, já começou a imperar nele a ambição pelo ganho fácil, por via desses
trabalhos... Então, começa a exceder a regra da salva (dentro da magia) e sobre a
qual ele já foi bem esclarecido, porque essa salva existe, na Umbanda em relação
com a Quimbanda. E como é isto? Diremos: o médium recebe ordens para fazer
determinado trabalho, reconhecidamente necessário, quer seja para um
“desmancho” de baixa-magia, quer seja para um encaminhamento ou
desembaraço qualquer de ordem material ou de um proveito qualquer, tudo
dentro da linha justa, isto é, que jamais implique no prejuízo de alguém... Quer
seja uma descarga, um “desmancho” ou proveito qualquer, se for manipulado
dentro da movimentação de certas forças mágicas e que impliquem em elementos
de oferenda para certas falanges de elementares, à pessoa para quem é feito esse
trabalho se pede a dita salva. Essa salva pode constar de certo número de velas ou
de azeite para iluminação ou para posterior uso do médium ou de uma
compensação financeira relativa, da qual parte deve ser dada de esmola pelo dito
médium, na intenção de sua guarda. Essa é uma lei da magia que existe, nós não a
inventamos, nem ninguém, e sobre a qual não podemos nos estender em detalhes
maiores.
Todavia, devemos esclarecer que essa lei de compensação da Magia, ou para os
trabalhos de cunho nitidamente mágico é indispensável. E uma espécie de fator
de equilíbrio entre a ação, a reação e o desgaste relativo ao operador (Então
repisemos: é claro que estamos fazendo referência aqui aos médiuns-magistas, isto é
aqueles que sabem e podem movimentar elementos de ligação mágica, para fins
adequados... Não estamos incluindo nisso essa “corja” de espertos, de exploradores que
interpenetram o citado meio umbandista, justamente para fazer meio de vida, criando a
indústria de umbanda. Porque essa “máquina” está montada e é impressionante
verificar como funciona.
E a propósito: Aqui cabe a todos os umbandistas dignos que felizmente existem aos
milhares, fazer a seguinte pergunta: que fazem essas tais “uniões, federações, primados,
confederações, colegiados e congressos” que, nunca jamais em tempo algum ousaram
levantar suas vozes em defesa da dignidade dessa mesma Umbanda, desses mesmos
caboclos e pretos-velhos, desses mesmos “orixás” que dizem representar...)
Na Umbanda, já o dissemos: essa lei (ou esse fator) se denomina Salva, e é tão
antiga que podemos identificar seu emprego entre os primitivos e verdadeiros
Magos e Sacerdotes Egípcios, com a denominação de Lei de AMSRA.


Disso também nos falam os Rosacruzes em seus ensinamentos ou instruções
internas (esotéricas).
Agora, compete ao magista, seja ele de que corrente for, não abusar, não
exceder, não ambicionar, não derivar para o puro lado da exploração...
Ora, o médium-magista então, ambiciosamente, começa a abusar disso. Começa
por se exceder na lei de salva, pedindo mais dinheiro. Passa a cobrar grosso em
tudo e por tudo. Inventa “trabalhos” de toda espécie, assim como “desmanchos” e
afirmações para isso e aquilo...

E os aflitos, os supersticiosos, os impressionáveis, os filhos-de-terreiro, dão e
sempre com prazer, visto esperarem sempre uma melhoria ou uma vantagem
qualquer por via disso (aliás a tendência da maioria das pessoas que freqüentam
“giras”, é pagar, gostam de o fazer).
Assim – ele, o médium – de tanto fazer trabalhos materializados, sempre por
conta própria, mas tudo relacionado com os “exus” (que é o espantalho para essa
maioria de ignorantes, de simples, de ingênuos etc.) e que envolvem materiais
grosseiros, acaba chafurdado na vibração pesada dos espíritos atrasados, que
passam a rondá-lo ou a viver em torno dele, ansiosos por esses tipos de
oferendas...

A sua entidade protetora, como sempre, já lhes deu vários alertas que ele não
levou na devida consideração, pois o dinheiro está entrando que é uma beleza...
E nessa situação o aparelho já está “cego e surdo” a qualquer advertência e o seu
caboclo ou o seu preto-velho, que, para ele, já são incomodativos, visto temer que
se manifestem mesmo de fato nele e levantem toda essa sujeira, desmoralizando-o
(como tem acontecido), se afastam e deixam-no envolvido com o baixo-astral, com
quem já esta conluiado... pois ele, o médium, tem o sagrado direito de usar o seu
livre-arbítrio como bem queira... já o dissemos.
Porém, chega dia em que esse infeliz aparelho necessita de uma firme proteção
para um caso duro e apela para a presença do verdadeiro guia e NADA... Abalado,
dentro de um tremendo choque, aterrado mesmo, ele verifica que os fluidos são de
exu e de outros, bastante esquisitos e que lhe causam mal-estar e que não tinha
percebido antes, claramente.
Alguns ainda param, fazem preceitos, para o anjo da guarda, enfim, pintam o
sete, para ver se o protetor volta... porém, NADA...

Então, comumente se deixam enterrar mais ainda nesses aspectos, porque afinal
de contas o dinheiro é coisa boa e traz muito consolo por outros lados.
Todavia, apesar da fartura do dinheiro fácil reconhecem depois de certo tempo
que é um dinheiro maldito... passam a viver com a consciência pesada, irritados e
sempre angustiados. O fim de todos eles tem sido muito triste... ou surgem
doenças insidiosas, ou os vícios para martirizá-los por toda a vida ou acabam seus
dias na miséria material, pois a moral já é uma cruz que ele carrega desde o
princípio de seu fracasso mediúnico...

3o CASO – A queda pelo fator Sexo. Esse é um dos aspectos
mais escabrosos, um dos mais escusos e uma dos mais difíceis de ser perdoados
pela entidade protetora...
É um caso que está intimamente ligado ao 1o, ou seja, o da vaidade excessiva.
Um se completa, quase sempre, com o outro, e às vezes os três juntos.
Temos em nossos 26 anos de Umbanda, assistido, constatado, identificado,
positivamente, a situação ou as condições de vários médiuns que caíram
desastrosamente por causa do elemento sexo...
É que esse é um dos fracassos mais duros de ser suportado, não resta a menor
dúvida, porque mais do que nos outros, a MORAL do médium fica na LAMA em
que ele se SUJOU. Por mais que eles digam e se desculpem de toda forma,
ninguém se esquece, ninguém consegue apagar da lembrança a causa do seu
fracasso....
É uma MANCHA, que, mesmo que ele tenha se regenerado completamente ,
mesmo assim, não se apaga...
Já dissemos como é que o médium de fato é logo envolvido pelas criaturas, com
admiração, bajulações e fanatismo. Ele sente um constante endeusamento em torno
de si e quase que sem sentir vai caindo na faixa da vaidade.
Particularmente (convém repetir) se sente muito visado pelo elemento feminino,
que tem a propensão para se deixar fascinar pela mediunidade, mormente quando
a vê num homem bem apessoado.
Bem, todo médium que trabalha na faixa da luz, no combate a todas as mazelas,
especialmente contra o baixo-astral – convém sempre que o lembremos – é avisado
constantemente pelas entidades protetoras de que sua regra de todo instante é o
“orai e vigiai”...
Agora devemos reafirmar duas coisas. 1a – Que nem todos os médiuns, por que
são da Corrente de Umbanda e por força dessa circunstância tem de lidar com os
efeitos do baixo-astral, tendem fatalmente a serem atacados, a serem envolvidos,
enfim, a fracassar... Não! Nos da corrente dita como kardecista, essas situações
também acontecem ... “aqui como lá, maus fados há”...
Conhecemos também vários médiuns de fato que tem a proteção do seu
“caboclo, de seu preto-velho”, desde o princípio, há 15, 20 e mais anos. Nunca se
desviaram da linha-justa e nunca sofreram nada a não ser as naturais injunções ou
provações de seus próprios karmas...
A 2a reafirmação é a seguinte: que no caso de todos os médiuns fracassados, os
seus protetores muito lutaram para evitar as suas quedas; fizeram o possível e o
“impossível”. Muitos desses “caboclos, desses pretos-velhos”, chegam até a
disciplinar, a castigar mesmo o aparelho, antes do abandono final. Por vezes,
jogado numa cama, com pertinaz moléstia, por meses e até por um, dois e mais
anos.

Trecho do livro SEGREDOS DA MAGIA DE UMBANDA E QUIMBANDA

W.W. DA MATTA E SILVA (Mestre Yapacany)








Oxum




Oxum é a Orixá das águas doces, do amor, do ouro, da fertilidade. Oxum representa a vida, a geração.

Oxum é sincretizada com Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição. O motivo é muito claro. Nossa Senhora é tida como a mãe de todos e em especial de Jesus. Ela deu origem a sagrada vida. Tais atributos são muito semelhantes à Orixá Oxum. Por essa razão, a imagem de Nossa Senhora foi adotada na Umbanda para representar essa Orixá.

Coincidência ou não, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada em um rio, justamente nos domínios da Orixá Oxum.

Entretanto, como é bom lembrar, Oxum é um Orixá que teve seu culto originado no continente africano, mais especificamente no Reino de Oyó, região onde hoje é a Nigéria. Em 1991 foi fundado no sudeste da Nigéria um Estado chamado de Osun (Oxum). Cortado pelas águas do mitológico Rio Osun, o Estado homenageia essa Orixá.

O culto a Oxum chegou ao Brasil através dos negros escravos, sendo posteriormente adotada como Orixá na Umbanda.

Oxum simboliza o amor, que nada mais é do que uma manifestação divina. Oxum é a Orixá da beleza, tida como uma Orixá vaidosa. Oxum é a Orixá do Ouro, da riqueza! Orixá da água doce, rege as cachoeiras, cascatas, rios, lagos, fontes, etc.

Assim como água lembra vida, Oxum é a Orixá da fertilidade, da geração, da concepção, enfim, da Vida em si.

Na Umbanda, as cores dessa Orixá são o lilás e/ou azul claro. No Candomblé e em algumas Umbandas cruzadas (misturadas com candomblé) usa-se o amarelo ouro.


Seu dia da semana é o Sábado. Seu dia do ano, devido o sincretismo, é comemorado no dia 12 de outubro ou 08 de dezembro.


O símbolo de Oxum é o coração e as águas. (A título de curiosidade, no candomblé o símbolo de Oxum é um leque dourado com um espelho no centro, chamado de Abebê).


Sua saudação é "Ai iê ieo Oxum" e " Ora iê iêo!"


Suas oferendas levam frutas, muito mel, ovos cozidos, flores, velas lilás ou azuis claro e bebidas doce, em especial a Champagne. São entregues, preferencialmente, nas cachoeiras, cascatas, margens de rios, lagos, fontes, etc.


Da Linha de Oxum originam inúmeras falanges de caboclos e caboclas, pretos velhos, baianos, Exus e Pombagiras.


Cabe ressaltar, mais uma vez, que na Umbanda não há manifestação do Orixá no médium. O que se manifesta nas saudações feita a essa Orixá são falangeiros e caboclos.

*Um adendo importante deve ser feito. É muito comum ver irmãos da Religião confundindo Oxum com Oxumarê! Não pode! Apesar da letra de alguns pontos de Oxum mencionarem Oxumarê, é bom esclarecer que Oxum e Oxumarê são Orixás completamente distintos, sem qualquer relação entre eles. Oxumarê é um Orixá que tem uma origem diversa da de Oxum. É um Orixá que hora é homem, hora é mulher e possuiu como símbolos a serpente e o arco-íris.
Na maioria dos Terreiros de Umbanda, incluindo o nosso, não se trabalha com o Orixá Oxumarê, sendo mais comum vê-lo em terreiros de Candomblé. Desconhecemos filhos de Oxumarê na Umbanda, assim como qualquer manifestação à ele relativo.


PONTOS


Segue abaixo alguns dos pontos cantados para saudar a Mamãe Oxum!


PONTO 01


"Eu vi mamãe Oxum na cachoeira,
Sentada na beira do rio,



Eu vi mamãe Oxum na cachoeira,
Sentada na beira do rio,


Colhendo lírio, lírio ê
Colhendo lírio, lírio á
Colhendo lírio, pra enfeitar nosso gongá!



Colhendo lírio, lírio ê
Colhendo lírio, lírio á
Colhendo lírio, pra enfeitar nosso gongá!"



PONTO 02


"Aiêiêo, Aiêiêo Mamãe Oxum!
Aiêiêo, Aiêiêo Mamãe Oxum!
Aiêiêo Mamãe Oxum!
Aiêiêo Oxumarê



Aiêiêo Mamãe Oxum!
Aiêiêo Oxumarê"


PONTO 03


Mamãe Oxum salve a sua cachoeira!
Mamãe Oxum salve a sua cachoeira!


Que vem descendo lá do alto da pedreira!
Que vem descendo lá do alto da pedreira!


Mas como é linda a cachoeira d'Oxum
Está guardada por saldados de Ogum!

Mas como é linda a cachoeira d'Oxum
Está guardada por saldados de Ogum!

PONTO 04



Estrela Dalva,
Estrela Divina!
É Mamãe Oxum, é mamãe Oxum,
Quem me ilumina!



Estrela Dalva,
Estrela Divina!
É Mamãe Oxum, é mamãe Oxum,
Quem me ilumina!



Aiêiêio,
Aiêiêio,
Mãe Oxum
Aiêiêio


Aiêiêio
Mãe Oxum
Aiêiêio
Aiêiêo Oxumarê!


PONTO 05


Aiêiêo
Oxum Oleoa,
Aiêiêo adê
di mi baba,

Aiêiêo


Aiêiêo
Oxum Oleoa,
Aiêiêo adê
di mi baba,

É Ondina,
É rainha Rainha das Águas!
É Ondina,
Ela é nossa mãe e alodê
Na coroa de Ogum, Aieieu Oxum, Oxum

Aiêiêo!"

PONTO 06

Foi na beira do rio,
Aonde Oxum chorou!


Foi na beira do rio,
Aonde Oxum chorou!

Chora Aiêiêo,
Ô chora pelos filhos seus!

Chora Aiêiêo,
Ô chora pelos filhos seus!

PONTO 07

Ó flor de maio,
Ó flor de maio!

Ó flor de maio,

Ó flor de maio!

Se a minha mãe
é linda flor de maio
Ora êi iêo é flor de maio!

Se a minha mãe

é linda flor de maio
Ora êi iêo é flor de maio!

PONTO 08

Eu vi mamãe Oxum chorando!
Foi uma lágrima que eu fui aparar!


Eu vi mamãe Oxum chorando!
Foi uma lágrima que eu fui aparar!

Ora iê iêo ó minha Mãe Oxum,
ô deixa nossa banda melhorar!


Ora iê iêo ó minha Mãe Oxum,
ô deixa nossa banda melhorar!

Rainha minha Senhora!
Rainha da cachoeira!
Já que estou neste terreiro,
Vou te louvar a vida inteira!

Rainha minha Senhora!

Rainha da cachoeira!
Já que estou neste terreiro,
Vou te louvar a vida inteira!

Aiêiêo Minha Mãe de Aruanda!
Aiêiêo Mamãe Oxum, segura a banda!
Aiêiêo ó Minha Mãe de Aruanda!
Aiêiêo Mamãe Oxum, segura a banda!

PONTO 09

A lua vem surgindo!
Clareando às cachoeiras!

A lua vem surgindo!
Clareando às cachoeiras!

Aiêiêo Mamãe Oxum!
Aiêiêo Oxumarê


Aiêiêo Mamãe Oxum!
Aiêiêo Oxumarê!

PONTO 10

Sua coroa é toda de ouro!
É de Mamãe Oxum!
É de Ouro só!

Sua coroa é toda de ouro!
É de Mamãe Oxum!
É de Ouro só!

A Mamãe Oxum,
É meu Orixá!
Quem lhe coroou
Foi Orixalá!

A Mamãe Oxum,
É meu Orixá!
Quem lhe coroou
Foi Orixalá!

PONTO 11

Oxum, estava na beira do rio
colhendo lírios pro seu gongá!

Oxum, estava na beira do rio
colhendo lírios pro seu gongá!

Iluminou lá na pedreira!
Os lírios brancos da cachoeira!

Iluminou lá na pedreira!
Os lírios brancos da cachoeira!

Ora iê iêo!

PONTO 12
Ouvi o brado da Mamãe Oxum
No alto da cachoeira!

E ela bradava tanto,
esperando Ogum para jurar bandeira!

E ela bradava tanto,
esperando Ogum para jurar bandeira!



O QUE É SER UM MÉDIUM




O QUE É SER UM MÉDIUM?
Busquem aprender…
Cuidado aqueles que saem de suas casas mal dizendo SEUS PAIS E SUAS MÃES Aprendam a trabalhar, aprendam a ouvir, nenhum médium, nenhum filho engana seu Pai ou sua Mãe, só engana a si próprio Busque pra você somente a Sabedoria do Aprendizado e coloque-a na prática do trabalho em prol daqueles que necessitam de você NUNCA QUEIRAM SABER MAIS DO QUE VOCÊS JÁ SABEM, nunca busque em outras casas o que você já tem na própria casa…
Saibam que a FALSIDADE, a HIPOCRISIA e a MALDADE, estás são combatidas por TODOS NÓS a todo momento O médium não é somente médium dentro de sua casa, mas é médium 24 horas por dia Portanto está vigiado por todos nós, a todo momento Não falhe, porque sua falha só fará mal a você próprio e a mais ninguém



filhos de Oxumaré




Características dos filhos de Oxumaré

Seus filhos, assim como conta a lenda de Oxumarê, em sua maioria no início passam por muitas dificuldades, quase miseráveis, porém mais tarde, dando a grande volta em seu caminho, se tornando ricos, poderosos, e muitas vezes orgulhosos.

Porém, nunca se negam a ajudar quando alguém realmente precisa deles. E não raro, é ver um filho de Oxumaré se desfazer de algo seu, em favor dos necessitados, com a maior facilidade, contrapondo seu estado de orgulho e ostentação, a exibir sua riqueza. Nessa fase estão no arco-íris, a fase mais doce e sincera que possuem.

São pessoas de temperamento fácil de se lidar estando calmas, porém; se tornam terríveis quando com raiva, representando nesse estado a serpente, que vem trazendo o lado negativo de Oxumaré, o seu lado mais perigoso, que é a falsidade e a perversidade.

São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objectivos e não medem sacrifícios para alcançá-los.

Tudo muda em suas vidas: os amigos, os romances, as cidades que moram. Gostam de mudanças e quando a fazem, se tronam radicais.

Podem desenvolver a bissexualidade, pois faz parte da característica deste orixá, que é 6 meses homem e 6 meses mulher, não que seus filhos tenham os dois sexos, mas que podem gostar e sentir atração por homem e mulher, de forma natural.

A filha de Oxumaré é do tipo mulher fatal, adora badalações, festas, jóias e tudo que é caro. Descontraída e muito divertida, sempre com alto astral ela vive em movimento constante. Qualquer prazer a diverte e por isto mesmo conquistar uma filha deste orixá é tarefa difícil. Geralmente são pessoas muito livres, não suportam serem controladas e não sentem o menor ciúme do parceiro.

Já os homens filhos do Oxumaré são fascinantes, aqueles que todos cobiçam em uma festa, mas são difíceis de conquistar. Sabem que marcam presença, discutem sobre qualquer assunto muito bem. Pelo sexo que é possível prender os filhos desse orixá que são muito livres e não gostam de parceiras ciumentas.



Xangô Barú




Lenda de Xangô Barú

Existe uma qualidade de Xangô, chamada Baru, que não pode comer quiabo. Ele era muito brigão. Só vivia em atrito com os outros. Ele é que era o valente. Quem resolvia tudo era ele . Xangô Baru era muito destemido, mas, quando ele comia quiabo, que ele gostava muito, lhe dava muita sonolência. Dormia o tempo todo! E pôr isso perdeu muitas contendas, pois quando ele acordava, já tudo tinha acabado.

Então, resolveu consultar um oluô, que lhe disse:

– Se é assim, deixa de comer quiabo.

– Eu deixar de comer o que eu mais gosto? – respondeu Xangô Baru.

– Então, fique por sua conta. Não me incomode mais! Será que a gula vai vencê- lo? – perguntou o oluô. Xangô baru foi para casa e pensou :

– Eu não vou me deixar vencer pela boca. Vou voltar lá e perguntar a ele o que faço, pois o quiabo é meu prato predileto.

E saiu no caminho da casa do oluô, que já sabia que ele voltaria. Lá chegando, disse:

– Aqui estou. Me diz o que eu vou comer no lugar do quiabo.

– Aqui neste mocó tem o que você tem que comer. São estas folhas. Você temperando como quiabo, mata sua fome – lhe mostrou o oluô.

– Folha?! – perguntou Xangô Baru.

– Sim – respondeu o oluô – Tem duas qualidades, uma se chama oyó e a outra, sanã. São tão boas e gostosas quanto o quiabo.

Xangô Baru foi para casa e preparou o refogado, e fez um angu de farinha e comeu. Gostou tanto, e se sentiu tão bem e tão fortalecido, e não teve mais aquele sono profundo. Aliás, ele se sentiu bem mais jovem e com mais força. E não ficou com a sonolência que o quiabo lhe dava. Aí ele disse:

– A partir de hoje, eu não como mais quiabo.

Daí a sua quizila com o mesmo. “Todo caso é um caso. “Esse caso me foi contado pelas minhas mais velhas; assim, agora quem quiser dar quiabo a Baru, que dê!

Uma passagem na História de Xango que explica o Branco de Barú em contraste com o negro:

“Recebeu de Oxalá um cavalo branco como presente. Passado um tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado por sete anos num calabouço. Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres de Baru. Com a ajuda dos babalawôs, Xangô Baru descobriu seu pai, Oxalá, preso no palácio. Naquele dia mesmo, Baru e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande Orixá da Criação. Neste mito, Xangô surge como um rei humilde e solidário com a causa de seu povo.”
Existe uma qualidade de Xangô, chamada Baru, que não pode comer quiabo. Ele era muito brigão. Só vivia em atrito com os outros. Ele é que era o valente. Quem resolvia tudo era ele . Xangô Baru era muito destemido, mas, quando ele comia quiabo, que ele gostava muito, lhe dava muita sonolência. Dormia o tempo todo! E pôr isso perdeu muitas contendas, pois quando ele acordava, já tudo tinha acabado.

Então, resolveu consultar um oluô, que lhe disse:

– Se é assim, deixa de comer quiabo.

– Eu deixar de comer o que eu mais gosto? – respondeu Xangô Baru.

– Então, fique por sua conta. Não me incomode mais! Será que a gula vai vencê- lo? – perguntou o oluô. Xangô baru foi para casa e pensou :

– Eu não vou me deixar vencer pela boca. Vou voltar lá e perguntar a ele o que faço, pois o quiabo é meu prato predileto.

E saiu no caminho da casa do oluô, que já sabia que ele voltaria. Lá chegando, disse:

– Aqui estou. Me diz o que eu vou comer no lugar do quiabo.

– Aqui neste mocó tem o que você tem que comer. São estas folhas. Você temperando como quiabo, mata sua fome – lhe mostrou o oluô.

– Folha?! – perguntou Xangô Baru.

– Sim – respondeu o oluô – Tem duas qualidades, uma se chama oyó e a outra, sanã. São tão boas e gostosas quanto o quiabo.

Xangô Baru foi para casa e preparou o refogado, e fez um angu de farinha e comeu. Gostou tanto, e se sentiu tão bem e tão fortalecido, e não teve mais aquele sono profundo. Aliás, ele se sentiu bem mais jovem e com mais força. E não ficou com a sonolência que o quiabo lhe dava. Aí ele disse:

– A partir de hoje, eu não como mais quiabo.

Daí a sua quizila com o mesmo. “Todo caso é um caso. “Esse caso me foi contado pelas minhas mais velhas; assim, agora quem quiser dar quiabo a Baru, que dê!

Uma passagem na História de Xango que explica o Branco de Barú em contraste com o negro:

“Recebeu de Oxalá um cavalo branco como presente. Passado um tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado por sete anos num calabouço. Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres de Baru. Com a ajuda dos babalawôs, Xangô Baru descobriu seu pai, Oxalá, preso no palácio. Naquele dia mesmo, Baru e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande Orixá da Criação. Neste mito, Xangô surge como um rei humilde e solidário com a causa de seu povo.”




Oxalufã




Lendas de Oxalufã

Oxalufã

Oxalá cria a galinha d'angola e espanta a Morte

Há muito tempo, a Morte instalou-se numa cidade e dali não quis mais ir embora. A mortandade que ela provocava era sem tamanho e todas as pessoas do lugar estavam apavoradas, a cada instante tombava mais um morto.

Para a Morte não fazia diferença alguma se o defunto fosse homem ou mulher, se o falecido fosse velho, adulto ou criança. A população, desesperada e impotente, recorreu a Oxalá, rogando-lhe que ajudasse o povo daquela infeliz cidade.

Oxalá, então, mandou que fizessem oferendas, que ofertassem uma galinha preta e o pó de giz efum, fizeram tudo como ordenava Oxalá. Com o efum pintaram as pontas das penas da galinha preta e em seguida a soltaram no mercado.

Quando a Morte viu aquele estranho bicho, assustou-se e imediatamente foi-se embora, deixando em paz o povo daquela cidade. Foi assim que Oxalá fez surgir a galinha d'angola. Desde então, as iaôs, sacerdotisas dos orixás, são pintadas como ela para que todos se lembrem da sabedoria de Oxalá e da sua compaixão

Lenda tirada do livro

Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - 2001

Orixalá ganha o mel de Odé

Orixalá vivia com Odé debaixo do pé de algodão, Odé ia para a caça e levava sempre Oxalá, eles eram grandes companheiros, mas Odé reclamava sempre de Orixalá, que era muito lento e andava devagar, estava muito velho o orixá do pano branco, e Orixalá reclamava de Odé Oxossi, que era muito rápido e sempre andava bem depressa, era muito jovem o caçador, então os dois resolveram se separar, mas Odé estava muito triste, porque fora criado por Orixalá, e Orixalá estava muito triste, porque fora ele quem criara Odé.

Odé disse então a Orixalá que todo o mel que ele colhesse seria sempre dado a Orixalá e que ele mesmo nunca mais provaria uma gota, reservando tudo o que coletasse ao velho orixá, e que Orixalá sempre dele se lembrasse, quando comesse seu arroz com mel do caçador.

Nunca mais Odé comeu do mel, nunca mais Orixalá de Odé se esqueceu.

Lenda tirada do livro

Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - 2001

Oxalufã

Oxalá cria a galinha d'angola e espanta a Morte

Há muito tempo, a Morte instalou-se numa cidade e dali não quis mais ir embora. A mortandade que ela provocava era sem tamanho e todas as pessoas do lugar estavam apavoradas, a cada instante tombava mais um morto.

Para a Morte não fazia diferença alguma se o defunto fosse homem ou mulher, se o falecido fosse velho, adulto ou criança. A população, desesperada e impotente, recorreu a Oxalá, rogando-lhe que ajudasse o povo daquela infeliz cidade.

Oxalá, então, mandou que fizessem oferendas, que ofertassem uma galinha preta e o pó de giz efum, fizeram tudo como ordenava Oxalá. Com o efum pintaram as pontas das penas da galinha preta e em seguida a soltaram no mercado.

Quando a Morte viu aquele estranho bicho, assustou-se e imediatamente foi-se embora, deixando em paz o povo daquela cidade. Foi assim que Oxalá fez surgir a galinha d'angola. Desde então, as iaôs, sacerdotisas dos orixás, são pintadas como ela para que todos se lembrem da sabedoria de Oxalá e da sua compaixão

Lenda tirada do livro

Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - 2001

Orixalá ganha o mel de Odé

Orixalá vivia com Odé debaixo do pé de algodão, Odé ia para a caça e levava sempre Oxalá, eles eram grandes companheiros, mas Odé reclamava sempre de Orixalá, que era muito lento e andava devagar, estava muito velho o orixá do pano branco, e Orixalá reclamava de Odé Oxossi, que era muito rápido e sempre andava bem depressa, era muito jovem o caçador, então os dois resolveram se separar, mas Odé estava muito triste, porque fora criado por Orixalá, e Orixalá estava muito triste, porque fora ele quem criara Odé.

Odé disse então a Orixalá que todo o mel que ele colhesse seria sempre dado a Orixalá e que ele mesmo nunca mais provaria uma gota, reservando tudo o que coletasse ao velho orixá, e que Orixalá sempre dele se lembrasse, quando comesse seu arroz com mel do caçador.

Nunca mais Odé comeu do mel, nunca mais Orixalá de Odé se esqueceu.

Lenda tirada do livro

Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - 2001









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