Lendas

... a prosperidade


" Oxumaré era, antigamente, um adivinho (babalaô). O adivinho do rei Oni. Sua única ocupação era ir ao palácio real no dia do segredo; dia que dá início à semana, de quatro dias, dos iorubás. O rei Oni não era um rei generoso. Ele dava apenas, a cada semana, uma quantia irrisória a Oxumaré que, por essa razão vivia na miséria com sua família. O pai de Oxumaré tinha um belo apelido. Chamavam-no "o proprietário do chale de cores brilhantes". Mas tal como seu filho, ele não tinha poder. As pessoas da cidade não o respeitavam. Oxumaré, magoado por esta triste situação, consultou Ifá. "Como tornar-me rico, respeitado, conhecido e admirado por todos? Ifá o aconselhou a fazer oferendas. Disse-lhe "que oferecesse uma faca de bronze, quatro pombos e quatro sacos de búzios da costa."

No momento que Oxumaré fazia estas oferendas, o rei mandou chamá-lo. Oxumaré respondeu: "Pois não, chegarei tão logo tenha terminado a cerimônia." O rei, irritado pela espera, humilhou Oxumaré, recriminou-o e negligenciou, até, a remessa de seus pagamentos habituais. Entretanto, voltando à sua casa, Oxumaré recebeu um recado: Olokum, a rainha de um país vizinho, desejava consultá-lo a respeito de seu filho que estava doente. Ele não podia manter-se de pé. Caía, rolava no chão e queimava-se nas cinzas do fogareiro. Oxumaré dirigiu-se à corte da rainha Olokum e consultou Ifá para ela. Todas as doenças da criança foram curadas. Olokum, encantada por este resultado, recompensou Oxumaré. Ela ofereceu-lhe uma roupa azul, feita de rico tecido. Ela deu-lhe muitas riquezas, servidores e um cavalo, sobre o qual Oxumaré retornou à sua casa em grande estilo.

Um escravo fazia rodopiar um guarda sol sobre sua cabeça e músicos cantavam seus louvores. Oxumaré foi, assim, saudar o rei. O rei Oni ficou surpreso e disse-lhe: "Oh! De onde vieste? De onde sairam todas estas riquezas?" Oxumaré respondeu-lhe que a rainha Olokum o havia consultado. "Ah! Foi então Olokum que fez tudo isto por você!" Estimulado pela rivalidade, o rei Oni ofereceu a Oxumaré uma roupa do mais belo vermelho, acompanhada de muitos outros presentes. Oxumaré tornou-se, assim, rico e respeitado. Oxumaré, entretanto, não era amigo de Chuva. Quando Chuva reunia as nuvens, Oxumaré agitava sua faca de bronze e a apontava em direção ao céu, como se riscasse de um lado a outro. O arco-íris aparecia e Chuva fugia. Todos gritavam: "Oxumaré apareceu!" Oxumaré tornou-se, assim, muito célebre.

Nesta época, Olodumaré, o deus supremo, aquele que estende a esteira real em casa e caminha na chuva, começou a sofrer da vista e nada mais enxergava. Ele mandou chamar Oxumaré e o mal dos seus olhos foram curados. Depois disso, Olodumaré não deixou mais que Oxumaré retornasse a Terra. Desde esse dia, é no céu que ele mora e só tem permissão para visitar a Terra a cada três anos. É durante estes anos que as pessoas tornam-se ricas e prósperas."

(Do livro "Lendas Africanas dos Orixás de Pierre Fatumbi Verger e Carybé - Editora Currupio)



Oxumarê é o Arco Íris, sinal de bons tempos, de bonança. É o Orixá da riqueza, do dinheiro, chamando carinhosamente de ” o banqueiro dos Orixás”. É a cobra sagrada Dan. Orixá da prosperidade, da fartura, do lucro.

O homem, que vive atrás do dinheiro, que trabalha para ganhar seu sustento, não pode imaginas, às vezes, que tem esta força da Natureza diariamente ao seu lado. Oxumarê esta presente praticamente em todos os momentos de nossa vida, pois tudo gira em torno do dinheiro.

Oxumarê está presente nas negociações, no pagamento de contas, no recebimento de um prêmio, na compra, nos negócios envolvendo gastos, lucros e despesas. Está presente nos bancos, nas financeiras, enfim, nos lugares onde se manuseia dinheiro.

Oxumarê é o perde/ganha do homem. É a felicidade de receber uma quantia e a tristeza de perder outra. É o elemento das grandes negociações, da aposta. Seu encanto está no tilintar das moedas.

É também o Orixá das prosperidades, da fartura, da abundância. É por isso que aqueles regidos por Oxumarê sempre estão bem e vida. Para eles o dinheiro não e problema. Gastam e ganham demais e estão sempre com os bolsos cheios.

Oxumarê é aquele que sabe fazer negócios. Quando se vai fechar um contrato, fazer uma compra, uma proposta, vender algo invocamos Oxumarê para nos orientar, pois ele é o Orixá que sabe negociar. É ele que sabe pechinchar, tratar, comprar e vender.

Oxumarê também é a beleza das cores. É o arco-íris, que vai colorir o céu, anunciando coisas boas. É o fenômeno que vai gerar o colorido do céus. É a beleza da cor, a hipnose da cobra, a felicidade do lucro.

Mitologia

Irmão gêmeo de Ewá e tendo com irmãos mais velhos Ossãe e Obaluaê – todos filhos de Nana – Oxumarê sempre foi frágil, franzino, mas dotado de grande inteligência e capacidade.

Um dia, viu-se frente à frente com Olokun pai de Iemanjá, que perguntou-lhe como poderia achar pedras brilhantes, preciosas.

Oxumarê pensou, pensou e respondeu ao Senhor do oceano:

- Meu rei, se quer as pedras preciosas, é preciso que faça um investimento e me dê seis mil búzios (moeda corrente na África antiga).

Respondeu Olokun

- Eu lhe dou!

E Oxumarê apontou para a própria casa de Olokun, o mar, explicando-lhe que nas partes rasas poderia encontrar o que procura. As pedras, nos pontos mais rasos do mar, brilhavam com a luz do sol.

Olokun ficou tão feliz que, além do pagamento dos seis mil búzios, ainda deu a Oxumarê a capacidade de transformar-se em serpente e poder, com a ponta do rabo, tocar a terra e com a cabeça tocar o céu.

Com tal poder, Oxumarê transformou-se em serpente, esticou-se até a terá de Olorun, no céu e com os seus mil búzios falou ao Criador:

- Pai, cheguei até o Senhor. Tive que esticar-me demais, para pedir-lhe ajuda, para fazer de mim aquele que tem capacidade de dobrar tudo o que tem.

E Olorun dobrou o número de búzios – de seis para doze mil.

Daí para frente, Oxumarê passou a ser consultado sobre os grandes negócios dos Orixás. Principalmente Xangô, que fez dele seu consultor, seus grande conselheiro, aumentando sua riqueza de deus do trovão, ao mesmo tempo em que a do próprio Oxumarê.

E este poder de se transformar em serpente e ir até o céu, originou uma saudação em forma de Orikí, muito bonito, que diz:

- Oxumarê ego bejirin fonná diwó.

“O Arco-íris que se desloca com a chuva e guarda o fogo no punho.”


Oração a Oxumarê


Pai Oxumarê,

Divino arco-íris da Alegria,

Do Encantamento e da Renovação,

Toca meu coração magoado

De tristezas que ninguém vê

E liberta a minha alma

Do rancor e da desilusão

Que me prendem num passado

Sem paz e sem calma.

Serpente da Sabedoria

Das Águas de Ouro do Amor,

Toca meu pensamento intranquilo

E deposita em meu ser

Doces gotas de Alegria,

Num jato Renovador,

Diluindo tudo aquilo

Da dor antiga e sombria

Que eu teimo ainda em reter.

Pai das Águas lá dos Céus,

Onde moram as Sete Cores,

Toca e desfaz esses véus

E me faz novo, de novo,

Qual criança renascida

Que em paz descansa,

Mansa e sem temores,

Abençoada e nutrida

Pela Tua Corte de Erês.

Abraça a Terra, Pai Divino,

Dilui em nós toda mágoa,

Renovando e despertando

Todos os filhos Teus

Com o Poder Celestino

Das Tuas Cores e Águas.

Sustenta-nos em Tuas Mãos

E nos eleva do chão

Ao Colo Sagrado de Deus.

Salve o nosso Pai Oxumarê, o Senhor do Arco-Íris! Arrobobô, meu Pai!

Oração a São Bartolomeu


Glorioso São Bartolomeu, modelo sublime de virtude e puro frasco das graças do Senhor! Proteja este seu servo que humidamente se ajoelha a seus pés e implora que tenha a bondade de pedir por mim junto ao trono do Senhor.

São Bartolomeu, use todos os recursos para me proteger dos perigos que diariamente me rodeiam! Lance seu escudo protetor em minha volta e me proteja do meu egoísmo e de minha indiferença a Deus e ao meu vizinho.

São Bartolomeu , me inspire em imita-lo em todas as minhas ações. Derrame em mim suas graças para que eu possa servir e ver a Cristo nos outros e trabalhar para a Vossa maior gloria.

Graciosamente obtenha de Deus os favores e as graças que eu muito necessito, nas minha misérias e aflições da vida. Eu aqui invoco sua poderosa intercessão, confiante na esperança que ouvirás minhas orações e que obtenha para mim esta especial graça e favor que eu reclamo de seu poder e bondade fraternal, e com toda a minha alma imploro que me conceda a graça e ainda a graça da salvação de minha alma e para que eu viva e morra como filho de Deus, alcançando a doçura do Vosso amor e a eterna felicidade.

Amém!







Firma o ponto minha gente

Firma o ponto minha gente
Preto Velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem prá trabalhar…
Era dia de “gira de preto velho” naquele terreiro. Enquanto os consulentes chegavam ansiosos e esperançosos em levar de volta a “solução” daqueles problemas que atrapalhavam suas vidas, na frente do congá os médiuns vestidos de branco e de pés descalsos concentravam, ligando-se aos seus protetores e guias.
O ambiente denotava simplicidade e era mobiliado apenas por algumas cadeiras para acomodar os consulentes, poucas banquetas para os médiuns que serveriam de “aparelhos” às entidades espirituais e o congá onde um vaso de flores, outro de ervas e os elementos ar, fogo, água e terra se faziam presentes. Acima, uma imagem de Jesus resplandescente de luz.
Iniciando-se a sessão através de pontos cantados e orações, após uma leitura espiritualista elucidativa, iniciavam-se as incorporações de maneira moderada. Do lado astral, as falanges de trabalhadores já haviam chegado muito tempo antes dos médiuns e ali já haviam preparado o ambiente fluidicamente. Uma varreduda energética havia sido feito pelos elementais onde primeiramente atuaram as salamandras e após as sereias e ondinas, fazendo com que toda a matéria astralina densa que ali se encontrava, fosse transmutada permitindo a chegada dos espíritos trabalhadores.
Na porta do ambiente, junto à firmação de ponto riscado e da presença do elemento fogo, postava-se o guardião da Casa, Exu Gira Mundo, impondo respeito e segurança. Num raio de 360º ao redor da construção, uma guarnição dos caboclos na egrégora de Ogum formavam verdadeira muralha armada, impedindo a invasão de seres indesejáveis ao bom andamento do trabalho da noite. A construção toda estava no interior de grande pirâmide iluminada na cor violeta, com grande e grossa placa de aço imantado na parte inferior impedindo que o excesso de energia telúrica desequilibrasse a polaridade positiva que era captada pelos sete anéis giratórios que ladeavam a pirâmide, representando as Sete Linhas de Umbanda. Cada um desses anéis destacam-se na cor fluídica de seu Orixá e emitiam um harmonioso som diferenciado.
Cada um dos consulentes que adentrava ao ambiente passava agora primeiro pela defumação que queimava junto à porta, em cumbuca de barro, exalando o cheiro das ervas perfumadas sendo incineradas pelo carvão vegetal. Equipes de limpeza se movimentavam no lado espiritual, recolhendo as larvas astrais e outras espécies de energias deletéreas que ali eram desagregadas dos corpos dos consulentes, as quais não eram totalmente absorvidas pelo carvão ou transmutadas pelo elemento fogo.
Em alvíssimas vestes, os amados Pais e Mães, na sua roupagem fluídica de Pretos velhos, trazendo a alegria estampada em sua energia, tomavam conta de seus “aparelhos” médiuns, atuando no chácra básico dos mesmos, obrigando-os a dobrar as suas costas à semelhança de velhos arqueados, incentivando-os ao trabalho fraterno.
E assim, de consulente em consulente, de caso em caso, com a paciência e sabedoria que lhes é peculiar, entre uma baforada e outra de palheiro ou de alguma espanada com o galho de ervas na aura daqueles filhos, os bondosos espíritos cumpriam sua missão. Eram conselhos, corrigendas, desmanche de magia negra, de elementares artificias negativos, limpeza e equilibrio dos corpos sutis, retirada de aparelhos parasitas e às vezes, alguns puxões de orelha necessários, em forma de alerta. Tudo de acordo com o merecimento do consulente, pois cada um trazia consigo a mostragem de sua “ficha cármica” onde estavam impressos o que a Lei permitia ser mudado, bem como o que ainda era necessário que com eles permanecesse.
Vó Benta, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se naquele local com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás , tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores:
-Minha mãe, acho que estou sendo vítima de “trabalho feito” pela minha ex mulher…
Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia:
-Negra velha vai explicar para que o filho entenda: – quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso? Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é? Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança. E para a luz do sol? Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda a casa outra vez. Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para a vida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos , deixamos a luz entrar mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que pululam ao nosso redor. Mas como acontece na casa material, onde não houverem os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam. Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo.
Negra velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo. No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos. Mas mesmo assim, é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos à ela, a vida real está no espírito imortal. É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade.
O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado. Sem contar que, o medo é porta aberta e atrativo para a entrada do desequilíbrio. O medo é sentimento muito usado pelas energias da esquerda, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida. Por outro lado, negra velha pergunta para o filho: – se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à preta velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se.
As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão? Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos.
Antes da hora grande as falanges da egrégora dos Pretos Velhos, despediram-se de seus aparelhos, alguns precisando largar e desfazer a vestimenta astral usada para que pudessem chegar até os aparelhos mediúnicos e voltavam agora para as bandas de Aruanda, onde continuariam suas atividades no mundo astral. Pois como diz a Vó Benta, “se pensam que morrer é dormir e descansar, os filhos estão muito enganados…desse lado tem muito trabalho e como nem o Pai está imóvel, quem somos nós cuja ficha cármica demonstra um vasto débito, para nos aposentarmos?”.
Agora as velas apagam-se, os elementos voltam a integrar a natureza, os elementais após limparem o ambiente retornam aos seus devidos reinos, os elementares foram desagregados pela força e sabedoria dos pretos velhos e os médiuns voltam aos seus lares com a sensação de paz que só é sentida por aqueles que cumprem com seus deveres.

Preto velho já foi,
Já foi prá Aruanda,
A benção meu Pai
Saravá prá sua banda…


Procura-te em ti mesmo.

O equilíbrio interior é presente quando a tua atenção é direcionada a ti mesmo.
Os teus medos atenuam quando sentes a presença do amor em ti.

As tuas dúvidas cessam diante à tua certeza na vida, na alegria, na expansão do teu ser.

A tua solidão dá lugar ao preenchimento quando sentes o que o teu coração expressa.

A tua ferida encontra a cura quando descobres que não estás sozinho, quando descobres o quanto és amado e agraciado.

O teu choro é estancado quando a tua vontade em celebrar a vida é maior.

A tua inocência é resgatada quando descobres que nada mais és que a Criança de Deus.

E quando perguntas quem és, digo que és a perfeição que habita na paz de Deus.

És a essência que o Criador deixou para que o mundo fosse pleno, sem culpa.

Procura-te em ti mesmo para que possas percorrer-te e conhecer-te plenamente,

para que depois possas ensinar aos teus as dádivas concebidas àqueles que descobrem já não estarem preocupados com os dias e as noites e sim com o momento presente, passo a passo, rumo ao grande despertar.

ENXERGUES A TI MESMO

Existe um ser forte dentro de ti .
Um ser capaz, um ser corajoso, destemido,
Disposto a suportar todas as dores,
Disposto a trilhar firme o caminho
Que se predispôs a percorrer.
Esse ser grita, se agita dentro do teu íntimo,
Se agiganta, se faz apto, tenta escapar e enfrentar
“De peito aberto” , todas as dificuldades.
Tenha a certeza de que este ser
Tem as soluções e a força necessária,
Que desejas e precisas,
Para sair de todas as situações
Que, na vida, enfrentas.
Mas tu, preso a teu tão grande sofrimento,
Cego em tua imensa dor,
Buscas consolo em teu próprio ego.
Te apiedas tanto de ti mesmo
Que este ser grandioso,
Amarrado a esta enorme auto piedade,
Não consegue sair e deixar fluir
Toda a tua capacidade de compreensão,
De doação e de amor.
A vida é feita de momentos
Bons e ruins, alegres ou tristes
Tu és feito de vários “tus”
Forte ou fraco
Alegre ou triste
Corajoso ou covarde
Honesto consigo mesmo
Desonesto com teus sentimentos.
Dá-te a oportunidade de experimentar
Todos estes seres.
Mas não te esqueças, vez ou outra,
De dar-te a oportunidade de ser feliz.
Olha a tua volta, faz-te necessário
Sejas necessário, útil a ti mesmo,
à comunidade, à humanidade.
Deixa que os seres que habitam em ti, fluam
Levanta-te, enxuga os olhos,
Procura enxergar à tua volta.
Tu não estás sozinho, vai à luta!
Sai desta inércia, assume tuas próprias culpas,
Tuas dores, teus desamores
Assim passarás a te conhecer melhor
A te sentires melhor, a gostares de ti mesmo.
Verás, então, que muitas portas se abrirão.
E a mais importante de todas,
Será aquela que se abrirá
Para dentro de ti mesmo
Pois, por ela enxergarás
O quão belo tu és.

Moisés



NÃO DESISTAS DO BEM





NÃO DESISTAS DO BEM.

Seja qual for a dificuldade, persevera no Bem.
Fracasso é lição. Dor é porta de acesso a esferas superiores.
Quem te agride não te conhece por dentro.
Os que te desprezam, desconhecem tua essência.
Pensa no bem e esquece o mal.
Rompe as algemas que te atam ao pessimismo.
Mentaliza o progresso e abraça a tarefa nobilitante.
O tempo tudo encaminha e a tudo corrige.
Entra no clima da prece sincera, em cuja atmosfera ouvirás a voz do Mais Alto.
Segue para frente, confiando em Deus e em ti.
A felicidade do amanhã começa no pensamento que cultivares agora.
Abraça o ideal elevado, entregando-te ao Bem possível.
No final, a vitória será sempre do amor.

-Francisco Cândido Xavier - Pelo Espírito de Scheilla.



Filha de Yansã




Não Venha com Indiretas
Não Venha com intolerância
Não Venha com Preconceitos
Não Venha com falta de Caráter
Não Venha com Falsidade
Não Venha com Oportunismo
Não Venha com Mentiras
Não Venha com Más Intenções
Não Venha com Cobranças
Não Venha com "Pode ser"
Não Venha com Indecisões
Não Venha com Ilusões

- Enfim Não Venha com meios termos, querendo me enganar pois tudo isso eu combato firmemente e ferozmente, se vier com tudo isso, vou te combater, não vou ficar te desejando o mal e nem o bem porque o meu combate é simplesmente esquecer que você existe,e esqueço fácil hahahahahahahaha.

Venha com Amor!
Venha com Sinceridade!
Venha com Determinação!
Venha com Equilíbrio!
Venha com Evolução!
Venha com Ordenação!
Venha com Alegria!
Venha com Simplicidade!
Venha com Humildade!
Venha com Caráter!
Venha com Respeito!

- Venha com honestidade, Fé, Conhecimento, Justiça e Lealdade que assim permanecerá na minha vida, pois sou Mulher de Oyá, de dendê, tenho sangue pulsando e correndo em minhas veias, tenho fibra, garra, força, determinação, simplicidade, honestidade, lealdade, fidelidade, tenho alegria de viver, sinceridade, respeito, intensidade e muito amor.

Não venha me dizer como devo ou não viver, como devo ou não devo ser, sou o que sou e como sou, me ame pelo simples fato de eu existir com intensidade, sinceridade, lealdade, responsabilidade e com alegria pois é assim que sei amar também.

- Quando falo de amor aqui, quando falo venha não me refiro somente ao amor entre um homem e uma mulher mas serve também para amores amigos e irmãos, senão for assim ,melhor nem vir!!! Fica a Dica!!!

Sou de Oyá Oya, Sou de Iansã!!!

Eparrey amada Mãe Iansã!

Como diz o ponto de Umbanda:

"Filha de Oya força do vento, bate o tambor
Para viver alegrias, Nunca sofrimentos..."

Muito Axé!



Súplica da Criança




Súplica da Criança
Senhor !... ?
Disseram os homens que me queriam tanto, mas ao atingir-lhes a casa, não dialogaram comigo, segundo as minhas necessidades.
Quase todos me ofereceram um berço enfeitado, mas poucos me deram o coração.
Afirmam que devo procurar a felicidade, entretanto, não sei como fazer isso, se os vejo a quase todos sofrendo e rebelando-se
por não aceitarem as disciplinas da vida.
Escuto-lhes as lições de paz, contudo, acompanho-lhes as rixas em vista de estarem sempre exigindo o maior quinhão de recursos
da Terra. Recomendam-me buscar a alegria, mas, muitas vezes, observo que esta misturado de lágrimas o leite que me estendem. Erguem palácios para mim, no entanto, entre as paredes dessas mansões coloridas e belas, renovam, a cada dia, reclamações e queixas que não sei compreender, nem registrar.
Explicam que preciso praticar o perdão e, ao mesmo tempo, muitos me mostram como exercitar a vingança.
Senhor !...
Que será de mim, neste grande mundo que construíste entre as estrelas, sempre adornado de flores e aquecido pelo Sol, se
os homens me abandonarem ? Faze que eles reconheçam que dependo deles como o fruto depende da arvore. E, tanto quanto seja possível, dizer-lhes, Senhor, que terei comigo apenas o que me derem e que posso ser, enquanto estiver aqui, unicamente o que eles são.
Reflitamos nessa maravilhosa mensagem!?



TRONQUEIRA





TRONQUEIRA

Muitos são, os que chegam em um templo de Umbanda, se assustam com as firmezas existentes na porta.
Aquelas casinhas, conhecidas como tronqueiras, que tem como finalidade o assentamento das forças dos nossos exús e Pombagira.
A tronqueira é um recurso maravilhoso, colocado pelo astral em prol dos templos de Umbanda, que recebem os assistidos, na sua grande maioria, com seres trevosos à atormentá-los.
Este recurso, é no templo, um ponto de força, onde está firmado (ativado) o poder dos guardiões que militam em dimensões a nossa esquerda.
O ponto de força funciona como um pára-raios, é um portal que impede as forças hostis se servirem do ambiente religioso de forma deturpada.
No astral, os exús e Pombagira, utilizam-se dos elementos dispostos na tronqueira para beneficiar os trabalhos que são realizados dentro do templo.
Com estes elementos, estes abnegados servidores da luz, anulam forças negativas, recolhem e encaminham seres trevosos, abrem caminhos, protegem, etc..
Dentro de uma tronqueira, são dispostos vários elementos magísticos que são utilizados por guardiões de Lei.
Cito alguns mais simples, as firmezas deste ponto de força são velados e eles pedem que não se abram mistérios, mais que se faça os devidos esclarecimentos sobre o assunto, dando ênfase a importância ao aprendizado elevado.
Os tridentes dentro da tronqueira representam os poderes tripolares, onde através das energias emanadas por eles, os guardiões, diluem forças trevosas, envolvem seres para o resgate ou para aprisioná-los, forma um campo energo-magnético capaz de repelir ou atrair determinadas forças ou seres.
Sementes ou ervas, da mesma forma que os outros elementos, eles entram em campos específicos, onde as energias do tridente, do marafo, da vela, da ferradura, dos punhais, não entram.
Os punhais, emitem energias perfurantes, cortantes, dilacerantes, onde se utiliza para freiar forças negativas provenientes do embaixo.
Marafo, é o elemento dual, onde trás a união de dois elementos contrários, a água e o fogo, é um dos elementos mais utilizados, onde podemos com ele abrir portais e fechar aberturas de buracos negros.
Todos os trabalhos onde oferendamos os guardiões, este elemento é utilizado para fazer o fechamento com um círculo, ou a abertura.
Um copo deste elemento na tronqueira, funciona entre outras coisas como catalisador, filtro, condutor, amalgamado.
Existem vários tipos de elementos, que são velados, isso se faz necessário, para manter o devido resguardo dos trabalhos dos templo, evitando até que pessoas dêem mal uso a forças tão importantes a todos os templos de Umbanda.
Devemos saudá-los, de forma respeitosa quando adentramos nos templos.
Eles estão a serviço do Bem, da Lei Maior.



“TEMPO”






O PODER DO ORIXÁ “TEMPO”
Saudação: ZARÁ TEMPO! TEMPO YIÓ
REZA
Senhor do Tempo e do Destino
Senhor que a tudo ilumina e elimina
Senhor das Forças do Bem e do Mal
Tenha piedade de mim !
Senhor do Incerto e do Incógnito Perigo
Senhor que enfraquece o fortalecido
e que acorda o desprotegido
Tenha piedade de mim !
Senhor da Fama e da Lisonja
Senhor dos Céus e da Desonra
Senhor do Triunfo e da Vaidade
Tenha piedade de mim !
Senhor impiedoso da glória
Senhor, inquietação de minha hora
Senhor que ampara e abandona
Tenha piedade de mim !
Senhor dos esforços e das valentias
Senhor dos sentimentos e das fantasias
Antes do amanhecer
Meu coração grita três vezes renitente
Tenha piedade de mim !








Pai joao de Angola
Ogum vencedor de demanda

Os trabalhos desenvolvidos
Quem somos
constituição da república
Fundamentos. da Umbanda
cartão de visitas
Pontos Cantados
Orações.
Oxum
As Pombas Giras
Maria Padilha
Altar na Umbanda.
Comida de santo
Cosme e Damião
Gira de Umbanda
Homenagem a Zé pilintra.
Xangô o rei da Justiça
Banhos de descarrego.
Simpatias Diversas
Guias contas e colares.
Defumações
Batismo na Umbanda
Conselhos de preto velhos
Escrava Anastácia.
Marinheiros na Umbanda.
Pai benedito.
Homenagem a Tranca Rua
Baiano zé do Coco.
Descarrego de Polvora.
Ciganos na Umbanda.
Sara Kali.
Preto velho na Umbanda.
Cabocla jurema.
Omulu/ Obaluaiê.
Altar virtual.
Mãe Maria Conga.
Boiadeiros na Umbanda.
Altar Virtual de exu.
O que è Caridade?
Caboclo boiadeiro.
Ser Médium.
Caboclos na Umbanda.
Como acontece a Gira.
Conduta moral
Anjo da Quarda.
Curiosidades.
Intolerância Religiosa.
Mediunidade.
Corrente mediunica.
Orações 2
tronqueira
Casamento na Umbanda.
pontos cantados 2
Sincretismo religioso.
Caracteristicas dos filhos
Altar dos Preto-velhos.
Exu









Ao mestre com carinho

Oração a Pai João de Angola

Ogum

Oxum

Yansã

oracões

Xangô

Yemanjá

Oxossi

Oxalá

Oxumarê

Preto-velhos

Caboclos

Boaideiros na Umbanda

Baianos na Umbanda

Marinheiros

Pomba Gira

Maria Padilha

Oração de exu

Banhos de descarregos

Pontos Riscados de Exu

História de Rei Congo

Maria Redonda

Pontos Cantados diversos

Pontos Cantados Orixás

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Pai José da Guiné

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Mensagem de Pai joão de Angola

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Orações Diversas

Os filhos de Omulu

Mensagens de Natal

Porque os exus riem

Cigano Pablo

Cigana Esmeralda

Mensagem do Sr. Zé Pilintra

Pai José da Guiné

Exu Capa Preta

Exu 7 encruzilhadas

Exu Morcego

Mensagem de Pai joão de Angola

Histórias de Vovó Luiza

Atribuição dos Preto-velhos

Ogum Rompe Mato

Ogum Yara

A história de vovó Benedito

Oferenda de Oxum

Oferenda a Xangô

Oferenda de Ogum

Oferenda de oxossi

A Mediunidade, os orixás e os caboclos

Orações Diversas

Os filhos de Omulu

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