Ogum foi um dia caçar na floresta. Ele ficou na espreita e viu um búfalo vindo em sua direção. Ogum avaliou logo à distância
que os separava e preparou-se para matar o animal com a sua espada. Mas viu o búfalo parar e, de repente, baixar a cabeça e
despir-se de sua pele. Desta pele saiu uma linda mulher.

Era Iansã, vestida com elegância, coberta com panos, um turbante luxuoso amarrado à cabeça e ornada de colares e
braceletes. Iansã enrolou sua pele e seus chifres, fez uma trouxa e escondeu num formigueiro. Partiu, em seguida, num passo leve,
em direção ao mercado da cidade, sem desconfiar que Ogum tinha visto tudo.

Assim que Iansã partiu, Ogum apoderou-se da trouxa, foi papa casa, guardou-a no celeiro de milho e seguiu, também, para o
mercado. Lá, ele encontrou a bela mulher e cortejou-a. Iansã era bela, muito bela, era a mais bela mulher do mundo. Sua beleza
era tal que se um homem a visse, logo a desejaria.

Ogum foi subjugado e pediu-a em casamento. Iansã apenas sorriu e recusou sem apelo. Ogum insistiu e disse-lhe que a
esperaria. Ele não duvidava de que ela aceitasse sua proposta. Iansã voltou à floresta e não encontrou seu chifre nem sua pele.
“Ah! Que contrariedade! Que teria se passado? Que fazer?”

ianca23Iansã voltou ao mercado, já vazio, e viu Ogum que a esperava. Ela perguntou-lhe o que ele havia feito daquilo que ela
deixara no formigueiro. Ogum fingiu inocência e declarou que nada tinha a ver, nem com o formigueiro nem com o que estava nele.
Iansã não se deixou enganar e disse-lhe: “Eu sei que escondeu minha pele e meu chifre.

Eu sei que você se negará a me revelar o esconderijo. Ogum, vou me casar com você e viver em sua casa. Mas, existem
certas regras de conduta para comigo. Estas regras devem ser respeitadas, também, pelas pessoas da sua casa. Ninguém poderá
me dizer: Você é um animal! Ninguém poderá utilizar cascas de dendê para fazer fogo. Ninguém poderá rolar um pilão pelo chão
da casa”.

Ogum respondeu que havia compreendido e levou Iansã. Chegando em casa, Ogum reuniu suas outras mulheres e
explicou-lhes como deveriam comportar-se. Ficara claro para todos que ninguém deveria discutir com Iansã, nem insultá-la.

A vida organizou-se. Ogum saía para caçar ou cultivar o campo. Iansã, em vão, procurava sua pele e seus chifres. Ela deu �
luz uma criança, depois uma segunda e uma terceira… Ela deu à luz a nove crianças. Mas as mulheres viviam enciumadas da beleza
de Iansã.

Cada vez mais enciumadas e hostis, elas decidiram desvendar o mistério da origem de Iansã. Uma delas conseguiu
embriagar Ogum com vinho de palma. Ogum não pôde mais controlar suas palavras e revelou o segredo. Contou que Iansã era, na
realidade, um animal; Que sua pele e seus chifres estavam escondidos no celeiro de milho.

Ogum recomendou-lhes ainda: “Sobretudo não procurem vê-los, pois isto a amedrontará. Não lhes digam jamais que é um
animal!” Depois disso, logo que Ogum saía para o campo, as mulheres insultavam Iansã: “Você é um animal! Você é um animal!!”

Elas cantavam enquanto faziam os trabalhos da casa: “Coma e beba, pode exibir-se, mas sua pele está no celeiro de milho!”
Um dia, todas as mulheres saíram para o mercado. Iansã aproveitou-se e correu para o celeiro. Abriu a porta e, bem no fundo, sob
grandes espigas de milho, encontrou sua pele e seus chifres.

Ela os vestiu novamente e se sacudiu com energia. Cada parte do seu corpo retomou exatamente seu lugar dentro da pele.
Logo que as mulheres chegaram do mercado, ela saiu bufando. Foi um tremendo massacre, pelo qual passaram todas. Com
grandes chifradas Iansã rasgou-lhes a barriga, pisou sobre os corpos e rodou-os no ar.

Iansã poupou seus filhos que a seguiam chorando e dizendo: “Nossa mãe, nossa mãe! É você mesma? Nossa mãe, nossa
mãe! Que você vai fazer? Nossa mãe, nossa mãe! Que será de nós?” O búfalo os consolou, roçando seu corpo carinhosamente no deles
e dizendo-lhes: “Eu vou voltar para a floresta; lá não é bom lugar para vocês.

Mas, vou lhes deixar uma lembrança.” Retirou seus chifres, entregou-lhes e continuou: “Quando qualquer perigo lhes ameaçar,
quando vocês precisarem dos meus conselhos, esfreguem estes chifres um no outro. Em qualquer lugar que vocês estiverem, em
qualquer lugar que eu estiver, escutarei suas queixas e virei socorrê-los.” Eis por que dois chifres de búfalo estão sempre no altar de
Iansã.

LENDAS AFRICANAS DOS ORIXÁS – DE PIERRE FATUMBI VERGER – TRADUÇÃO: MARIA APARECIDA NÓBREGA – EDITORA: CORRUPIO

                                                 

Oração de yansâ.

Saravá Iansã a grande guerreira, Orixá do raio e do vento, que ajuda com sua energia vencer as lutas e as dificuldades.
Saravá Senhora Rainha dos ventos proteja todos nós.
Oyá Deusa do rio Niger, senhora dos ventos e das tempestades. Coloco em tuas mãos minhas ações na luz de tua luz, eu te consagro todos os minutos e horas desse dia, meus trabalhos, minhas preocupações, meus desejos, os meus laseres são teus.
Daí – me hoje a tua luz poderosa para que eu compreenda todo bem que preciso fazer e tenha força para não ceder o mal que tenta bater em minha porta, que eu consiga ser mais fraterno, mais irmão, mais compreensivo e capaz de perdoar.
Dirija meus passos no caminho do bem e do amor, e hoje mais que ontem todos nós possamos contar com sua orientação, com a tua benção, com o teu amor.
Com tua espada haveremos de cortar as demandas dos invejosos, dos falsos, dos inimigos, dos olhos grandes, que necessitam de enxergar a verdade.
Dando conformação aqueles que sofrem, com a força dos teus raios, nós te pedimos, que acenda a chama da vida dos que estão desenganados, de a eles força para continuar lutando na cura de seus males.
Saravá Iansã majestosa Senhora a vossa proteção em vosso louvor em brado unidos saudamos.

Êpa Rei Iansã !

Iansã como senhora da guerra e dos ventos

Oxaguiam (Oxalá novo e guerreiro) estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiam pediu a seu amigo Ogum urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiam que Oiá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação. Oiá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiam venceu a guerra. Oxaguiam veio então agradecer Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oiá. Um dia fugiram Oxaguiam e Oiá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiam voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oiá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Oxaguiam, onde vivia, Oiá soprava em direção à forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiam da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor. E o povo se acostumou com o sopro de Oiá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oiá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oiá e o povo chamava a isso tempestade.
Saúde

A saúde do filho de Yansa é boa, tem corpo forte e bem constituído , adoece por causa de trabalho pesado, depressão, melancolia ou por cometer excessos.

Seus pontos fracos são o útero e os ovários nas mulheres, a bexiga e a uretra nos homens. Sujeito a problemas no fígado que alteram sua disposição e os obrigam a se afastarem de determinados alimentos que gosta muito, mas seu poder de recuperação é surpreendente, é capaz de reverter um quadro de doença apenas usando sua força de vontade, a força de Yansã dá aos seus filhos o poder de curar o corpo através da mente.

Por causa de atividades físicas está sujeito a problemas nas pernas, tornozelos, costas, coluna e varizes. São vulneráveis a acidentes com fogo e explosivos e é na idade madura que ele corre o risco de descrer de si mesmo e de seus objetivos passados. É quando a depressão pode vitima-lo, a religião ou o redirecionamento do trabalho nesta fase poderá ajuda-lo servindo como antídoto para esses males.



OFERENDAS PARA IANSÃ

OFERENDA 1
MATERIAL
1 alguidar número 2
7 folhas de alface
500g feijão fradinho, cozido (firme) e escorrido
2 cenouras, cozidas(firme) cortada em rodelas grossas
azeite de dendê para regar
1 vela branca
1 maçã vermelha, inteira.
PREPARO
Lave o alguidar, forre com as 7 folhas de alface, coloque o feijão por cima.
Enfeite com as rodelas de cenoura e coloque a maçã (inteira) no meio.
Regue tudo com azeite de dendê.
Essa oferenda é boa para afastar eguns
Peça a proteção de Iansã para você e sua casa.
Local de entrega: jardim de sua casa, recolher no terceiro dia e jogar no lixo.
—————————————–
OFERENDA 2
MATERIAL
1 alguidar número 2
9 acarajés
9 uvas itália
9 folhas de louro
1 garrafa de champagne
9 velas laranja
PREPARO
Faça os acarajés e coloque-os nos alguidar.
Enfeite com as nove uvas e as nove folhas de louro.
Regue com azeite de dendê
Abra a garrafa de champagne, sirva uma taça e deixe o resto na garrafa.
Acenda as nove velas e peça proteção, saúde e abertura de caminhos.
Local de entrega: canavial, bambuzal, num campo, até no jardim de sua casa,
recolher no terceiro dia e jogar no lixo comum (não se despeja mais oferendas
nas água de rios e cachoeiras)
———————————————-
OFERENDA 3
MATERIAL
1 alguidar número 3
1 manga
1 pêssego
1 maçã
1 cacho uva (dôce)
1 banana
1 pêra
1 laranja (dôce)
1 garrafa de champagne (branca)
7 velas laranja
PREPARO
Lave o alguidar e arrume as frutas num arranjo bonito. Tire as cascas
somente da laranja e banana. Corte a laranha ao meio. Se quiser, pode
abrir pela metade as demais frutas.
Regue tudo com um pouco da champagne.
Acenda as velas e peça a força de Iansã.
AS FRUTAS PODEM SER SUBSTITUÍDAS, DESDE QUE FIQUEM 7 QUALIDADES.
NÃO OFEREÇA ABACAXI, KIWI, LIMÃO E TANGERINA .
AS LARANJAS DEVEM SER DOCES.
TODAS AS OFERENDAS PARA IANSÃ, PODEM FICAR EM CASA, NUM MÓVEL
FORRADO COM UMA TOALHA (SÓ PARA ESSE FIM). SE OPTAR POR DEIXAR
SUA OFERENDA EM CASA, USE APENAS 1 VELA E CERTIFIQUE-SE DE QUE
ESTEJA BEM SEGURA. NÃO SAIA DE CASA ENQUANTO A VELA NÃO QUEIMAR!
JOGAR FORA APÓS 3 DIAS.
——————————————–
OFERENDA 4
1 vela laranja
1 maçã vermelha, inteira, regada com mel
1 taça de cidra
CLAUDIA BAIBICH







Videos de Oxalá



OXALÁ é nosso pai e nosso guia
Na Umbanda, Oxalá representa o mais alto na hierarquia das Entidades ele é O supremo tendo como contraparte nosso Mestre Jesus, o médium supremo. Nos pontos riscados é representado por uma estrela de cinco pontas. Como as Entidades na Umbanda, Oxalá se apresenta sob três formas:
Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.
e Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.
OXALÁ: sincretizado com Jesus Cristo.
É de Oxalá a tarefa de criação da Humanidade. Por isso a equivalência a Jesus, manifestação máxima de Deus trino: Pai, Filho, Espírito Santo. Além de responsável pelo molde dos primeiros seres humanos na Terra, é considerado também o criador da cultura material.
Oxalá é representado nos Congás por Jesus e é a autoridade suprema na Umbanda. É ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm em Terra. Sua imagem é a de Jesus Cristo, sem a cruz e sua cor é branca. Oxalá é considerado o Nosso rei maior na Umbanda, porque é capaz de atuar em todos os elementos e vibrações através das outras Entidades.
Éter e Luz: são o elementos e a força da Natureza correspondentes à todas as LinhasLinha de Oxalá.
Dia da Semana: Domingo.
Vibração: atua no chacra coronário.
Cor: Branca, com raios dourados.
Cores da Guia: Contas brancas leitosas.


 

Obaluaê Atotô

Xapanã nasceu em Empê,no território Tapá,também chamado Nupê.
Era um guerreiro terrível que,seguido de suas tropas,
percorria o céu e os quatro cantos do mundo.
Ele massacrava sem piedade aqueles que se opunham à sua passagem.
Seus inimigos saíam dos combates mutilados ou morriam de peste.
assim,chegou Xapanã em território Mahi,no Daomé.
A terra dos mahis abrangia as cidades de Savalu e Dassa Zumê.
Quando souberam da chegada iminente de Xapanã,
os habitantes desta região,apavorados,consultaram um adivinho.
E assim ele falou:
“Ah! O grande guerreiro chegou de Empê!
Aquele que se tornará o senhor do país!
Aquele que tornará esta terra rica e próspera,chegou!
Se o povo não aceitá-lo,ele o destruirá!
É necessário que supliquem a Xapanã que vos poupe.
Façam-lhe muitas oferendas; todas as que ele goste:
inhame pilado,feijão,farinha de milho,azeite de dendê,picadinho de carne de bode
e muita,muita pipoca!
Será necessário,também,
que todos se curvem diante dele,
que o respeitem e o sirvam.
Desde que o povo o reconheça como pai,
Xapanã não o combaterá,mas protegerá a todos!”
Quando Xapanã chegou,conduzindo seus ferozes guerreiros,
os habitantes de Savalu e Dassa Zumê reverenciaram-no,
encostando suas testas no chão,e saudaram-no:
Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô!
“Respeito e submissão!”
Xapanã aceitou os presentes e as homenagens,dizendo:
“Está bem! Eu os pouparei!
Durante minhas viagens,desde Empê,minha terra natal,
sempre encontrei desconfiança e hostilidade.
Construam para mim um palácio.
É aqui que viverei à partir de agora!”
Xapanã instalou-se assim entre os mahis.
O país prosperou e enriqueceu,
e o grande guerreiro não voltou mais a Empê,
no território Tapá,também chamado Nupê.
Xapanã é considerado o deus da varíola e das doenças contagiosas.
Ele tem,também,o poder de curar.
As doenças contagiosas são,na realidade,
punições aplicadas àqueles que o ofenderam ou conduziram-se mal.
Seu verdadeiro nome,é perigoso demais pronunciar.
Por prudência,é preferível chamá-lo Obaluaê,O “Rei Senhor da Terra”
ou Omulu,o “Filho do Senhor”.
Quando Xapanã instalou-se entre os mahis,
recebeu,em uma nova terra,o nome de Sapatá.
Aí também,era preferível chamá-lo Ainon,o “Senhor da Terra”,
ou,então, Jeholu,o “Senhor das Pérolas”.
O fato de ser chamado Jeholu e Ainon
causou mal-entendidos entre Sapatá e os reis do Daomé,
pois eles também usavam estes títulos.
Enciumados,os Jeholu de Abomey expulsaram,várias vezes,
Jeholu Ainon do Daomé e obrigaram-no a voltar,
transitoriamente,à terra dos mahis.
Jeholu Ainon vingou-se:
vários reis daomeanos morreram de varíola!
Atotô!


Omulu


Para alguns umbandistas, Omolu é considerado a esquerda de Obaluayê, daí a proximidade entre os dois. Porém, ele também se aproxima de Obaluayê por ser invocado, assim como esse último, para a cura de doenças, especialmente as contagiosas e aquelas que podem levar o doente à morte. Nesse sentido, recebe o título de Senhor da Varíola, doença contagiosa que dizimou milhões de pessoas até a descoberta de uma vacina e posterior erradicação.

Omulu, dentro de uma nova visão espiritual umbandista, é o Orixá da energia cósmica que ao penetrar em nossa atmosfera recaí sobre diversos habitats, como Oxum e as águas doces, etc. Ele é um dos sete orixás (puros) tendo como desdobramento o orixá Nanã. Ele vive na Calunga pequena (cemitério), aí se dando a concentração maior de sua energia (positiva ou negativa). Seus sensitivos, ao manifestarem a presença de Omolu, curvam seu corpo a terra, ficando o mais perto possível dela. Representa também a grande transformação do ser, ter que morrer para o pequeno e renascer para o grande, sem precisar deixar a matéria (morte). Suas cores na Umbanda são o preto x amarelo ou branco x preto (mais relacionado aos pretos-velhos).

Sua imantação compõe-se de deburu (pipocas feitas na areia), mamão, arroz. Flor: monsenhor amarelo; essência: cravo ou menta.

Por sua relação com a morte, é reverenciado no cemitério ou campo santo e extremamente temido. Esta é uma visão umbandista sem preconceitos ou tabus.

Saudação: Atoto Omulú

Linha: Geração

Cor: Preto-branco.
      










A magia do Congá


A palavra congá é de origem Banto e é utilizada no ritual de umbanda para denominar o "altar sagrado" do terreiro. O conga(ou altar sagrado),normalmente, situa-se no fundo do terreiro,de frente para os consulentes.


Acredito que muitos já devem ter se perguntado : Qual o fundamento deste altar? Qual a sua função perante a assistência?



O Altar é um ponto de força e deve ser firmado e assentado corretamente,pois é o meio pelo qual as irradiações Divinas alcançarão todos os fiéis diante dele.A principal função do Altar é criar um magnetismo,uma ligação entre "o céu e a terra", e é através dele que as irradiações verticais das Divindades - DO ALTO- descerão até o Altar e se espalharão na horizontal ocupando todo o espaço destinado às práticas religiosas. Os fundamentos específicos de um Altar só podem ser explicados por quem fez, mas o fundamento Divino de sua existência em um templo é que quando nos colocamos respeitosamente diante dele,estaremos bem próximo de Deus e de Suas Sagradas Divindades.

Um dos elementos mais usados e primordiais a um altar são as velas,que colocadas (firmadas) com amor e fé estabelecem um elo de ligação maior e abrem o acesso à dimensão divina habitada por entidades.

As imagens ajudam a elevar as vibrações mentais,pois ao olhar para elas começamos a nos lembrar da doutrina e ensinamentos associados,aumentando a conexão da pessoa com tudo o que a imagem representa.

Características do Congá:

Atrativo: Atrai os pensamentos que estão a sua volta num amplo magnetismo de recepção das ondas emitidas.

Condensador: Condensa as ondas mentais que se "amontoam" ao seu redor,decorrentes da emanação psíquica dos presentes.

Escoador: Se o consulente ainda estiver formas-pensamentos negativos, ao chegar na frente do conga, elas serão descarregadas para a terra, passando por este em patente influxo como se fossem um para-raios.

Expansador: Expande as ondas mentais positivas dos presentes;associadas aos pensamentos dos guias que as potencializam, são devolvidas para toda assistência num processo de fluxo e refluxo constante.

Transformador: Funciona como uma verdadeira usina de reciclagem de lixo astral,devolvendo-o para a terra.
Alimentador: É o sustento vibratório de todos os trabalhos mediúnicos, pois junto dele fixam-se no astral os mentores dos trabalhos que não incorporam.

Assim,vimos que o congá tem grande importância nos terreiros de Umbanda. Vamos respeita-lo pelo que ele significa.




?Bater Cabeça?





O que significa ?Bater Cabeça? na Umbanda

O que significa ?Bater Cabeça? na Umbanda
bater cabeça
17 out
O que significa ?Bater Cabeça? na Umbanda
By Marcelo Barros Fundamentos da Umbanda bater cabeça 0 Comments

O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.

O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões.

Podemos interpretar este ato como o reconhecimento da submissão do ser humano diante da onipotência da Divindade.

Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega bem como de humildade e agradecimento.

Na Umbanda bater cabeça significa respeito pelos orixás, guias e entidades que são representadas pelo Congá (Altar).

Em algumas casas também se bate cabeça tanto nos pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques) como para os sacerdotes, sacerdotisas ou os mais velhos na religião.



NÃO ME LEMBRO DE NADA




NÃO ME LEMBRO DE NADA!

O assunto objeto desta matéria com certeza trará para alguns bastante dissabor e repulsa, pois tocará na vaidade e no ego daqueles que não querem que venham à baila determinadas verdades atinentes ao fenômeno da incorporação. No entanto, como o compromisso do Jornal Umbanda Hoje é ver os adeptos da religião mais esclarecidos e livres de determinados mitos que tanto prejudicam os iniciantes no culto, resta-nos tão somente esclarecermos um ponto nevrálgico sobre o presente tema.

Sabemos que na Umbanda fala-se muito em mediunidade de incorporação semi-consciente e inconsciente, que, via de regra, ensejam verdadeiras discussões doutrinárias a respeito. Não vamos nos ater a explicarmos o processo de acoplamento de um espírito aos chakras e centros nervosos do médium, sendo tema para o futuro.

As incorporações em que os espíritos deixam completamente inconsciente o médium, com tomada integral de todas as faculdades biopsicomotoras, é fenômeno raríssimo nas religiões mediúnicas. Em tempos imemoriais, foi a forma encontrada pelos espíritos para cumprirem suas missões no plano físico sem que o medianeiro pudesse interferir em suas tarefas, pois muitas pessoas não acreditavam na ação dos espíritos sobre o corpo humano e, por isto, se tivessem alguma porcentagem de consciência, acabariam por intervir, voluntária ou involuntáriamente, no labor dos amigos espirituais.

Com o passar do tempo, e através de um maior estudo e consequente entendimento do que ocorria, a inconsciência dos médiuns foi pouco a pouco sendo elevada à semi-consciência, fenômeno pelo qual os espíritos agem conjuntamente com a psiquê do médium, que, mesmo manifestados, sabem de quase tudo o que se passa a seu redor, inclusive que estão sob o domínio parcial de uma força externa. Este tipo de incorporação (semi-consciente) predomina quase que inteiramente nos segmentos espiritualistas, porque é a que melhor se adequa às necessidades atuais. Através da semi-consciência há uma interação entre o medianeiro e o espírito atuante, que são doutrinador e doutrinado ao mesmo tempo. Além disto, esta espécie de incorporação faz com que o médium seja co-responsável pela mensagem transmitida por um Caboclo, Preto-Velho, Exu etc.

O fato é que, na mediunidade de incorporação semi-consciente, que, diga-se de passagem, também tem seus graus de variação, o espírito ao desprender-se do médium com o qual trabalha, deixa neste quase que a totalidade das informações recebidas ou transmitidas durante uma sessão. Caso haja alguma necessidade, o espírito, atuando no sistema nervoso central e também no cérebro, pode fazer com que o médium deixe de lembrar de alguma coisa, mas isto é exceção. A regra é o médium lembrar-se de quase tudo que foi dito pelo espírito trabalhador. Neste sentido, muito importante é o respeito e a obediência que os médiuns devem ter para com o segredo de sacerdócio, tópico que analisaremos oportunamente.

Infelizmente alguns médiuns que trabalham semi-conscientemente insistem em dizer que não se lembram de nada depois que o espírito interventor se afasta. E o fazem por duas razões básicas: primeiro, querem dar um maior valor a sua mediunidade, dizendo: "eu sou especial porque trabalho sem consciência"; segundo, para se eximirem de responsabilidade, caso haja alguma comunicação equivocada, por influência do próprio médium, dizendo este depois: " eu sou inconsciente, quem errou foi o espírito".
Repito: a mediunidade de incorporação inconsciente ainda existe, mas é raríssima, e quem a tem geralmente não fala, porque é assunto pessoal, e também é circunstância difícil de ser provada.

Na atualidade, não se concebe deixar os iniciantes com a falsa idéia de que, incorporados por um espírito, sua mente se apagará temporariamente. Muitos médiuns sob a ação dos espíritos acham que não estão incorporados, visto terem ouvido de outros que, durante a manifestação dos espíritos, não há consciência no médium. Criam com isto uma série de dúvidas na mente dos iniciantes, fazendo com que muitos pensem até não serem médiuns de incorporação.

A Umbanda vai crescer. E crescerá através de médiuns mais preparados, mais esclarecidos em relação aos fenômenos mediúnicos. Desta forma, farão cair por terra falsas verdades que estão, infelizmente, ainda sendo difundidas irresponsavelmente por alguns.


Fonte: www.jornalumbandahoje.com.br


A Umbanda precisa de Verdades, a Umbanda precisa de sinceridade... Sejamos Sinceros e Verdadeiros... Paz e Luz a todos os Irmãos!



Mediunidade na Umbanda




Mediunidade na Umbanda ? Sensações normais que o médium pode sentir

Cada ser humano é um universo e um sistema diferente do outro, e por isso todos nós sensitivos, sentimos de forma única os efeitos que esse complexo movimento constante de energias ao nosso redor, provoca em nós. Alguns têm sensibilidade maior em determinados chackras e isso pode causar que em determinada região ele vá sentir mais efeitos do que em outras áreas. às vezes a pessoa tem maior sensibilidade para sentir um determinado tipo de ação e movimento energético e sentir mais fortemente um determinado tipo de sensação /sintoma e assim por diante.

Doamos e recebemos energias, somos também manipulados energeticamente e invisivelmente pelos mentores da corrente astral do agrupamento de trabalho, e tudo isso, gera sensações, sintomas, e efeitos mais ou menos perceptíveis, conforme a SENSIBILIDADE de cada um. Não quer dizer que quem não sente nada, ou sente pouco, não está em movimentação energética.

Quando passamos a entender certos processos, eles passam a nos soar mais familiares, a parecer mais simples e natural, nem nos causar mais tanto medo e insegurança, principalmente se temos a oportunidade de estar em contato com outras pessoas que passam a mesma coisa ou parecida com o que passamos.
Quando estamos nos dispondo em ambiente mediúnico de trabalho, estamos em intensa movimentação energética, tendo consciência, sabendo ou não disso. A grande maioria das pessoas não tem sensibilidade mais apurada para sentir os efeitos que essa movimentação energética provoca em todos nós.

Todos os sintomas comuns que sentimos, bocejos, choques, arrepios, lacrimejamento, calor das orelhas e face, tonteiras, enjôos, dormência, rigidez muscular, taqui cardia, tremores, movimentos involuntários, perda do controle de membros ou corpo inteiro, pressão ou formigamento na testa ou nuca, sonolências ou entorpecimento, zumbido ou ruídos dentro da cabeça, pulsação de mãos, pés, cabeça ou corpo todo, pressão no peito, estomago, etc? São sintomas de que está havendo movimentação energética em nosso duplo etérico, chackras e o corpo sente e traduz essa movimentação energética em forma de sensações e sintomas. Esses são processos normais que alguns sentem, uns mais que outros!!! e não importa o tempo de trabalho, pois é a sensibilidade que o médium sente de perceber movimentações energéticas ocorrendo em seu corpo energético.

Alguns outros sintomas decorrente da movimentação e atuação de nossos guias em nossos centros de forças durante uma sessão:
Arrepios ? talvez seja o efeito mais comum, resultado da sensibilidade da troca energética que processa descargas elétricas de nosso duplo etérico.

Enjôo ? pode ser resultado da movimentação do chakra gástrico para doação de energias, ou alguma entidade que atue e vibre nesse campo de força.

Tremores e movimentos involuntários ? indica movimentação do duplo etérico, ação das entidades sobre nosso campo magnético, agindo sobre os chackras, tanto pode ser com o objetivo de troca energética, como para incorporar, ou preparar os centros de força para incorporações futuras, ou seja, quando estão ?amaciando a carne? para posteriores incorporações.

Os Bocejos ? São frutos da emancipação/soltura do corpo astral que está sendo preparado para o afastamento que virá com a incorporação. Os bocejos se dá por entrarmos num estado de relaxamento (parecido ao que antecede o sono), onde também há o desdobramento perispiritual.

Formigar na ponta dos dedos ? pode estar relacionado com a concentração de energia que ha em nossas mãos, sabemos que o campo eletromagnético que nos circuenvolve é sentido pelas extremidades, pés e mãos, por onde saem energia constantemente.

Falta de ar ? É resultado da compressão do diafragma que algumas vibrações podem causar se atuam nos chakras gástrico e cardíaco.

Choro ? Pode ser proveniente de vários fatores, inclusive, descargas energéticas e reequilíbrio do corpo emocional do individuo, até as programações mentais do subconsciente; Pode indicar sintonia com uma vibração de Oxum, Yemanjá, ou entidades que ative os chacras responsáveis pela emoção. Como também pode indicar emoção nossa mesmo? se ouvir pontos e nos emocionar?? faz parte : )

Ressalto que uma pessoa pode sentir algumas das vibrações citadas à cima, porém nem tudo que sentimos é sinal de que somos médiuns ostensivo, que precisamos desenvolver, seguir um trabalho e muito menos que somos médiuns de incorporação.

As pessoas podem ter sensações similares e do mesmo tipo, mas te garanto que nenhuma delas, sente igual e com a mesma intensidade de outras. Cada um tem sua própria e única natureza de receber as diversas e ricas energias que circulam , entram e saem de nossos corpos. Todos nós podemos estar mais sensitivos em dados momentos e mais ?receptivos? a captar e perceber energias a nossa volta e dentro de nós.

Lembrar com relação à alimentação: as entidades podem atuar no chrakra gástrico, podendo causar enjôos e se nosso organismo estiver pesado com alimentos densos como carnes vermelhas e de difícil digestão, pode até provocar vômito e muito mal estar mesmo.
Antes e Após uma Sessão

Não devemos esquecer que somos um campo sempre em atividade. Existem várias reações, sensações e efeitos que se manifestam em nós, resultado do processo de movimentação energética. Essa movimentação tanto pode ocorrer durante a gira, anterior a ela, pois nossos espíritos já estão preparando nosso campo energético horas e às vezes dias antes (dependendo do tipo de trabalho que ocorrerá) ou após a ela.

Nós estamos sempre em contato com pessoas e ambientes, e somos mais que outras pessoas, sensíveis a possíveis presenças de campos energéticos de outras pessoas e ambiente, assim como nossas entidades podem estar agindo para assistência a terceiros junto a nós, sem que nos demos conta disso. Também podemos estar sendo doadores naturais de ectoplasma, e outros tipos de fluidos a alguém desvitalizado que funciona como uma fonte sugadora de nossas energias, e tudo isso pode causar alguns efeitos colaterais e deixar sensações e causar alguns efeitos, que logo passam. Outras vezes precisamos de algum tipo de recarga; banho de ervas ou passes energéticos, para repor a energia gasta.

É de grande valia, vigiar sempre seu estado emocional e equilíbrio psicológico e não permitir que pensamentos e sensações negativas façam morada de forma alguma, pois pode ser impressões e sentimentos que não nós pertençam , mas que podemos captar em ambientes e de pessoas. É sempre bem vindo a ida num terreiro ou centro espírita para passes e limpezas energéticas e irradiação.

Um fator muito importante em nosso desenvolvimento é aprender a identificar as sensações de nossas entidades, que embora pareçam tudo igual, mas não é. Para se assim nos aprendamos a fechar nossas portas quando entramos em contato com algum tipo de energia desconhecida.

Cada pessoa tem seu tempo, pois não envolve somente ?abertura de canais mediúnicos?, mas o emocional e o psicológico precisam estar bem também, para que tudo ocorra de forma salutar, que traga alegria, leveza e satisfação e não mais agonia, desespero, medo e insegurança.

Sempre recomendo que converse com seu Pai/Mãe de Santo ou dirigente para tirar suas dúvidas.

Saravá!



exu guardião.





A importância de firmar nosso exu guardião.

Todos os que conhecem a Umbanda e os demais cultos afro brasileiros sabem que, antes de qualquer trabalho ser iniciado, é preciso ir até a tronqueira ou casa de Exu e firmá-lo, para que ele possa atuar por fora do espaço espiritual do templo (Tenda ou Ilê Axé), protegendo-o das investidas de hordas de espíritos “caídos” que estão atuando contra as pessoas que buscam auxílio espiritual e religioso que possa livrá-las dessas perseguições terríveis. Para que um trabalho transcorra em paz, harmonia e equilíbrio, e para que os guias espirituais possam atuar em benefício das pessoas e trabalhar os seus problemas, é preciso que tronqueira esteja firmada, porque assim, ativada, ela é um portal para o vazio relativo regido pelo senhor Exu guardião ligado ao Orixá de frente do médium dirigente do templo. Um Exu guardião é assentado na tron­queira, e vários outros são “firmados” dentro dela, sendo que estes estão ligados a outros senhores Exus guardiões de reinos e de domínios regidos por outros Orixás. Os outros não podem ser assentados, senão dois vazios relativos se abrem “ao redor” do espaço espiritual “interno” do templo, e a ação de um interfere na do outro. Um só Exu guardião é assentado, e todos os outros são só “firmados” na tronqueira, pois, se dois forem assentados na mesma, a ação de um interferirá na ação do outro vazio relativo aberto no “lado de fora” do templo. Assentar o Exu e a Pombagira guardiã no mesmo cômodo ou “casa de esquerda” é aceitável, porque o campo de ação dele se abre no “lado de fora” e o campo dela abre-se para dentro do “lado de dentro” do templo, criando apolarização com o campo do Exu guardião. O campo do Exu guardião é o vazio relativo que se abre no lado de fora do espaço espiritual interno do templo. O campo da Pombagira guardiã é o “abismo” que se abre para “dentro”, a partir do espaço espiritual interno do templo. Esses dois Orixás são indispensáveis para o equilíbrio de um trabalho espiritual, porque um atua por fora e o outro atua por dentro do templo. Um se abre para fora, repetindo o mistério das realidades, e o outro se abre para dentro, repetindo o mistério das dimensões. Exu retira do “espa­ço infinito” tudo e todos que estiverem gerando desequilíbrio ou causando desarmonia. Pombagira recolhe ao âmago do espaço in­finito tudo e todos que o estiverem desarmoni­zan­do. São duas formas pare­cidas de atuação, mas Exu retira, e Pombagira inte­rioriza. Comparando o espaço infinito com um vulcão, Exu seria o ato de erup­ção, quando ele descarrega a intensa pressão interna. Já a ação de Pombagira, seria a das rachaduras internas , que a pressão abre dentro da crosta, nas quais correm e acumulam-se toneladas de lava vulcânica, que se acomodam e, lenta­mente, se resfriam e se cristalizam, gerando enormes acúmulos de minérios e cristais de rochas. Exu e Pombagira são indispensáveis aos trabalhos espirituais, porque junto com os consulentes vêm todas as suas cargas energéticas e vibratórias negativas; suas cargas espirituais e elementais que sobrecarregam o espaço espiritual interno, que deve ter essas duas “válvulas” de escape funcionando em perfeita sintonia e sincronizadas com todo o trabalho que está sendo realizado pelos guias espirituais. Se essas “válvulas” estiverem fun­cionando bem, o trabalho realizado não sobrecarregará os guias espirituais que trabalharam pelas pessoas. Porém se não funcionarem corretamente, eles terão que recolher todas as sobrecargas e irem descarregando-as lentamente nos pontos de forças da natureza, mas à custa de muitos esforços. Portanto, com isso entendido, espe­ra­mos que os umbandistas entendam o porquê de terem que firmar seu Exu e sua Pombagira antes de abrirem seus trabalhos espirituais. Exu e Pombagira geram muitos fato­res e executam muitas funções na Criação e, em algumas dessas funções, formam linhas de trabalhos espirituais. Eles também formam pares. Em algumas oca­siões são complemen­ta­res; em outras, são opos­tos; em outras, são com­plementares e opostos ao mesmo tempo.
Só pelas suas funções aqui já descritas, tornam-se indispensáveis à paz, à harmonia e ao equilíbrio dos trabalhos espirituais realizados pelos médiuns umbandistas, tanto os realizados dentro dos centros quanto os realizados fora dele. Afinal, não são poucos os médiuns que, movidos pela bondade, vão até a residência de pessoas com graves problemas ou demandas para ajudá-las e, por não tomarem a precaução de firmar Exu e Pombagira antes de trabalhar para elas, ao invés de ajudá-las realmente, só pegam cargas que irão desequilibrá-los também. Para se fazer um bom trabalho na residência de alguém, assim que chegar, deve-se ir até o quintal, riscar um ponto de Exu, colocar um copo com pinga, firmar as velas nos seus pólos mágicos e invocar o Orixá Exu e o seu Exu guardião, pedindo-lhes que descarreguem todas as sobrecargas e recolham todas as demandas feitas contra os moradores da casa e até contra ela. O mesmo deve ser feito com Pomba­gira para que, só então, o médium comece a trabalhar espiritualmente, porque, aí sim, todas as cargas e demandas terão por onde ser descarregadas. E mesmo as entidades negativas que tiverem de ser transportadas para que recolham suas projeções negativas virão de forma ordenada e equilibrada, não causando nenhum problema durante o trabalho. Quando se vai com alguém na natureza para descarregá-lo, tanto o médium deve firmar suas forças em sua casa como deve, pelo menos, firmar Exu ou Pombagira no campo vibratório escolhido, para não ter contratempo algum durante o trabalho de descarr ego na natureza. São medidas indispensáveis para que um bom trabalho seja realizado e tudo transcorra em paz. Esperamos ter conseguido transmitir os fundamentos necessários para que o ato de “firmar” a esquerda não seja mal interpretado, e sim visto como indis­pen­sável para que bons trabalhos sempre sejam realizados, tanto em benefício próprio quanto dos nossos semelhantes.



Lição De Vida




Um dia, um pai de família rico, grande empresário, levou seu filho para viajar até um vilarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres. O objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social... O pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.

Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa de um trabalhador da fazenda. Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
- E aí, filhão, como foi a viagem para você?
- Muito boa, papai, respondeu o pequeno.
- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza?
- Sim, pai, retrucou o filho.
- E o que você aprendeu com tudo o que viu nesses dias, naquele lugar tão pobre?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu. Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha. Nós temos alguns canários em uma gaiola e eles têm todo tipo de passarinho, todos soltos no ar!
O filho suspirou e continuou:
- E além do mais papai, observei que eles oram antes de qualquer refeição, enquanto que nós sentamos à mesa em casa falando de negócios, dólar, festas, daí comemos, empurramos o prato e pronto!
No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer o Pai Nosso enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive pela nossa visita na casa deles. Lá em casa, vamos para o quarto, assistimos televisão e dormimos.
Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia uma rede para cada um de nós.
Na nossa casa colocamos a Maria, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando nos quartos para visitas.

Conforme o garoto falava o pai ficava chocado, sem graça e envergonhado. Foi quando o filho se levantou, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me mostrar o quanto nós somos pobres!

MORAL DA HISTÓRIA
Não é o que você é, o que você tem, onde está ou o que faz que irá determinar a sua felicidade.
Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, um coração bondoso e reta intenção no que faz, então, você tem tudo!

Um lindo presente que recebi e agora repasso para cada um de voces.

Lição De Vida



Tira as sandálias dos pés





Tira as sandálias dos pés, pois o lugar que estás é santo!

Puxem uma cadeira, e deslumbrem a beleza de Umbanda.

Em tantos anos de Umbanda, a gente acaba se tornando um pouco psicologo e terapeuta mesmo sem perceber ou querer, são tantas vidas a serem desvendadas, é tão delicado lidar com a vida humana, com o sentimento do outro, é preciso muito carinho, amor, sensibilidade, mas além de tudo é preciso muita sinceridade, verdade e responsabilidade, porque uma palavra mal dita pode mexer com toda uma trajetória e mudar toda uma vida.

As pessoas que chegam pela primeira vez, num terreiro de Umbanda, chegam muitas vezes deslumbradas, as vezes nos acham até um pouco deuses, ou aquele guru, que vai resolver como num passe de magica toda uma vida, outros um pouco mais arrogantes, já vão chegando e perguntando, quanto eu pago? não me importo só quero que os meus problemas sejam resolvidos, como se nossas casas fossem um mercado, ou uma farmácia, que é só pagar e levar. Outros chegam morrendo de medo de espíritos, mas a necessidade faz o sapo pular, tá com medo vai com medo mesmo. Mas esse medo é nada mais do que o medo do desconhecido, do que esperar, mas quando ficam ali na frente de um Preto Velho, não tem medo que não ceda lugar a doçura da boa palavra.

E tem aquelas que estão em situações tão difíceis, muitas vezes já bateram em inúmeras portas, chegam ali como o último suspiro de suas vidas a ser dado, a última esperança.

Em diversas situações como essas, é muita responsabilidade, ao ponto de fazer-nos pensar…

Deus, me ajude. E ali você reza tão profundamente pedindo a misericórdia dos guias e orixás, que eles enviem para aquelas pessoas uma saída, uma resposta, uma conscientização, uma luz e não adianta você médium se sente um pouco responsável pelos resultados, quando o médium Umbandista ama o que faz, ele se entrega, soa, sangra, se vira nos trinta, simplesmente pelo prazer de poder dar aquela pessoa uma saída um caminho diferente. Na medida do possível o médium não pode se envolver demais ao ponto daquela situação se torne um problema na sua vida particular, mas sabemos perfeitamente que em alguns casos não tem como, e ai você respira, se centra, coloca a armadura, e vai com toda sua energia e garra na batalha.

Sabem aquele trecho que diz: “… somos soldados de Umbanda…”, não foi a toa, acreditem.

Essa dedicação salva vidas, muda vidas. Mas nem tudo nos cabe ou é possível infelizmente.

Mas é gratificante ver uma “VIDA” sair pelas nossas portas melhor do que entrou. Isso não tem preço.

Mas nem todo médium pensa assim, infelizmente temos médiuns que veem no sofrimento do outro, um ganho fácil, é muito triste, tripudiar em cima do sofrimento alheio, mas triste ainda é cair na mão de um charlatão, que além de arruinar mais ainda a vida daquela pessoa, tirando-lhe o pouco que tem, com a falta de resultados irá tirar suas esperanças, sua dignidade e muitas vezes sua vontade de viver, e por cima de tudo isso há uma cobrança, não pensem que fica impune. Esses médiuns com o tempo irão aprender que o mal jogado, retorna como uma bola de ping e pong. Esses tipos de médiuns são maldosos, mistificadores, riem em quanto podem das desgraças alheias, mas já vi muitos desses acabarem de uma forma tenebrosa, vitimados tanto pela doença física quanto pela doença espiritual, e garanto a vocês não é uma cena bonita de se presenciar. E nesse momento em grande número dos casos vem o arrependimento, só que tarde demais.

“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”

O que as pessoas não entendem ou não querem, é que guias verdadeiros, que trabalham na luz, não são compráveis, não aceitam barganhas, e não se comprazem no mal. Para mim é tão evidente essa verdade, que as vezes tento entender porque as pessoas se deixam enganar. Mas cheguei a algumas conclusões: é muito bom ouvir o que se quer ouvir, não é? alguns sentem até um certo poder mágico em manipular vidas, comportamentos assim só denotam uma coisa, ignorância ou melhor burrice, porque muitos fazem sabendo perfeitamente que estão agindo mal, desses ainda mais será cobrado.

Na trajetória do dia a dia, vamos aprendendo que há desígnios que não entendemos e que não conseguimos alterar, há algumas coisas já predestinadas, e nem tudo acaba em sorrisos, algumas acabam em belas flores dadas, com lágrimas nos olhos. Lembro de um caso de um consulente muito adoentado, onde os guias começaram a evangelizá-lo, trabalhando sua redenção, sua fé, quando achamos que ele iria conseguir, ele se foi, hoje percebo que deram a ele uma chance, a oportunidade de uma viagem em paz, sem remorsos. Nesse momento percebemos como nossos guias são sábios e benevolentes.

Mas lidamos também com pessoas difíceis, que simplesmente não querem entender, endurecidas por mais que nossos guias as oriente, simplesmente ficam irredutíveis, muitas vezes mesmo diante de verdades irrecusáveis, teimam e vão para outras paragens que lhes alimente o ego e a ganância. E não tem muito o que ser feito apenas rezar e pedir que Deus as abençoe. Mas no que diz respeito a espiritualidade sabemos perfeitamente que o mal se sintoniza no mal, semelhante atrai semelhante, e algumas intenções são tão ruins que boas coisas não atraíram, e essas pessoas estão fadadas ao sofrimento e ao resgate, felizes daquelas que se redimem a tempo. “Não subestimem o mal, ele pode ser bem atraente e conveniente, seu caminho é largo”.

Muitas pessoas que não conhecem de fato a dinâmica de uma gira de Umbanda pode achar que tudo ali é previsível, calculado e programado, podem ter certeza, que não o é. Cada gira de Umbanda é uma história a ser contada e vivida, são tantas situações inusitadas, tantas emoções, marasmo não existe numa casa de Umbanda, e é por isso que é tão fascinante e encantadora, cada gira é um aprendizado novo uma lição a ser aprendida.

Sempre digo aos meus filhos no santo, errem por excesso e não por negligência. Numa gira de Umbanda, bom soldado deve estar atento e preparado para tudo.

Uma das coisas mais admiráveis é a singeleza e humildade dos guias de Umbanda é tão bonito, eles não cobram gratidão, na realidade é nós médiuns ainda falíveis que cobramos, porque a ingratidão, machuca, dói, eu diria até que a ingratidão é oriunda de pessoas pobres de coração, muitos já devem ter ouvido falar; pessoas felizes são gratas, sem duvida nenhuma é verdade, são ricas e puras de alma. É necessário muita maturidade para lidar com a ingratidão, porque muitas vezes as pessoas chegam em nossa casa, conseguem ser abençoadas com uma graça, umas nem voltam para agradecer (não devemos julgar), outras simplesmente passam pelo médium na rua e desvia do caminho, não querem ser vistas falando com “macumbeiro”, a grande ironia que somos tão discriminados, mas não há preconceitos em nossa religião a todos agregamos com amor, não importa raça, etnia, religião, sexo, a Umbanda é uma das poucas religiões que vê o ser humano por sua essência e não julga e nem impõe nada ou cobra nada. Mas não se enganem, todo esse amor pelo semelhante, vem acompanhado de muita disciplina e doutrina, e conceitos morais e espirituais. A Umbanda é uma religião comprometida com a seriedade e verdade.

Sabem devido as perseguições e intolerâncias muitos dos nossos médiuns precisam se esconder do que são, para não sofrerem perdas, em sua vida social. Isso causa um sofrimento muito grande no coração do médium Umbandista, mas algo é fato, o que não nos mata nos torna fortes. E algo está acontecendo em nosso meio, algumas armaduras já brilham no sol, e estão ofuscando os inimigos de nossa fé.

Nossos perseguidores podem não nos aceitar, mas vão nos respeitar, porque exigimos e somos dignos de respeito. Somos filhos de Deus como eles se dizem ser, a única diferença que nossas emanações divinas vinda do alto, nos ensinam a amar nosso semelhante.

Se você que está lendo essa mensagem, nunca viu uma gira de Umbanda, se dê esse presente. Puxe uma cadeira, tire seus sapatos ao entrar, porque irá estar em solo santo.

A todos meus irmãos na fé, meus respeitos.

Que Oxalá nos traga luz em nossas vidas, hoje e sempre. Axé.

Cristina Alves








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