Ewá é a divindade do canto, das coisas alegres e vivas. Dona de raro encanto e beleza, é considerada como a Rainha das mutações, das transformações orgânicas e inorgânicas. É o Orixá que transforma a água de seu estado liquido para o gasoso, gerando nuvens e chuvas.

Quando olhamos para o céu e vemos as nuvens formando, às vezes, figuras de animais, de pessoas ou objetos, não nos importamos muito. Porém, ali está Ewá, Rainha da beleza, evoluindo solta pelos céus, encantando e desenhando por cima do azul celeste da atmosfera da Terá. Ewá é também o inicio da chuva, regida por sua mãe Nanã. Este seu principal encantamento: o ciclo interminável de transformação da água em seus diversos estado, incluindo o sólido. Ela, como todos os outros, está entre nos no cotidiano, convivendo e influenciando nosso comportamento, mexendo com nosso destino, gerando situações que vamos viver diariamente.

Ewá também esta ligada às transformações orgânicas e inorgânicas, que se sucedem no Planeta. É a mágica da transformação. Está ligada à mutação dos animais e vegetais. Ela é o desabrochar de um botão de rosa; é a lagarta que se transforma em borboleta; é a água que vira gelo e o gelo que vira água; faz e desfaz, num verdadeiro balé da Natureza.

Senhora do belo, Ewá é aquela que vai dar cor ao seres; torná-los bonitos, vivos, estimulando a sensibilidade; a fragilidade das coisas; a transformação das células, gerando o que há de mais lindo no mundo. É a deusa da beleza; é o sentimento de prazer pelo que é belo,; é o respeito pela maravilha que o mundo apresenta.

A força natural Ewá é ligada também à alegria, dividindo com Vungi (Ibeji) a regência daquilo que se chama ou se tem como feliz. Está presente nas coisas e nos momentos alegres, que têm vida.

É também a divindade do canto; da música; dos sons da natureza, que enchem nossos ouvidos de alegria e contentamento. Está presente no canto dos pássaros; no correr dos rios; no barulho das folhas, sopradas ao vento; na queda da chuva; no assovio dos ventos; na música interpretada por uma criança, no choro do bebê, no canto mais que sagrado da mãe Natureza.

Ewá é a própria beleza. É o som que encanta. É o canto da alegria. É a transformação do mal para o bom. É a vida…

Mitologia

Ewá é filha de Nanã, irmã de Obaluaê, Ossãe e gêmea de Oxumarê. Apesar de gêmea, foi a segunda a nascer sendo, assim a caçula dos filhos de Nanã. Cada um dos filhos regia algo: Obaluaê, as pestes e moléstia contagiosas; Ossãe, as ervas, as plantas e seus segredos e mistérios; Oxumarê, o arco íris, a riqueza.

Ewá nada regia. Era apenas uma menininha bonita, formosa, cheia de encantos. E assim cresceu, bela e de brilho intenso.

Pouco a pouco, os homens foram se interessando por ela, tal era a sua beleza. Muitos pretendente chegavam, de todas as partes, com a intenção de desposar Ewá, pois usa beleza era tão grande que sua fama chegou a todos os reinos.

Em pouco tempo o reino de Nanã estava cheio de supostos noivos, que lutavam entre si para conquistar o coração da jovem Ewá. As lutas foram crescendo e tomando proporções, a ponto de, em cada canto do reino, haver um grupo em luta, com um só objetivo: desposar Ewá, Isso tudo fugiu ao controle de todos, pois o encanto do jovem parecia enfeitiçar os homens, a ponto de matarem-se uns aos outros.

A situação já passara dos limites e os pretendentes, que não paravam de chegar, foram até a própria Ewá, obrigando-a a escolher um deles. Isto acontecia aos gritos, empurrões, exibições de força e poder, cobranças violentas, barulho, levando a jovem a um desespero que jamais sentira.

A pressão foi tão grande, mas tão grande que, de repente, ouviu-se um grande estrondo. Todos se calaram, voltaram-se para Ewá e ficaram imóveis, estáticos, e de olhos arregalados com o que estavam vendo.

Ewá, impossibilitada de escolher um noivo, e atormentada por ver tanta morte e confusão por sua causa, começou a se transformar. Como um reflexo do sol, sua silhueta começou a perder a forma, até que restou apenas um poça d’água no chão. Aos poucos, aquela poça foi evaporando e subindo em direção ao céu. Os homens, pretendentes, não se moviam, só acompanhavam a evaporação, bem visível e o vapor subindo.

Em pouco tempo uma enorme nuvem branca, contrastando com o azul-claro do céu, foi desenhando um coração, numa visão de raríssima beleza. Ewá não se casou com ninguém, mas colocou na mente dos homens que o amor nasce naturalmente, não com disputas e guerras.

Assim, Ewá transformou-se e recebeu o poder de ir ao céu , como nuvem e voltar à terra, como água, permanecendo como o símbolo da beleza, do canto e da alegria.
QUALIDADES DO ORIXÁ EWÁ





















Ewá Gebeuyin: A primeira a surgir no mundo. Faz os banhos de ervas darem positivamente e traz a abundância de alimentos. Veste vermelho maravilha e amarelo claro. Come com Omolu, Oyá e Oxum. Nas tempestades ela pode se transformar numa serpente azulada.

Ewá Gyran: É a deusa dos raios do sol. Controla os raios solares para que eles não destruam a terra. É a formação do arco-íris duplo que aparece em torno do sol. Metade é Ewá e a outra é Bessem. Platina, rubi, ouro e bronze vão em seu assentamento. Come com Omolu, Oxum e Oxossi.




             

“Necessário o aprendizado do amor, da renúncia, do despojamento de coisas que ocupam espaço em nossas vidas e não têm real necessidade”
Autora: Lucy Dias Ramos
Revista Internacional do Espiritismo- fevereiro de 2010, p.13-14
                  
Com o passar dos anos ficamos cada vez mais conscientes da necessidade de vivermos com simplicidade…Compreendemos ser este o caminho mais seguro de encontrarmos o bem estar físico e mental.

Viver com o essencial nos dá uma sensação de liberdade e conforto muito acima das aquisições materiais, sejam objetos pessoais ou equipamentos modernos que ocupam espaço físico, sem ter nenhuma necessidade real em nossa vida.

Todo ser humano necessita criar em torno de si espaços, janelas aberturas ou frestas que lhe permitam ver as coisas em torno de si e aprender a olhar seu mundo íntimo. Vivemos distraídos com o que é transitório e efêmero, esquecidos de que o melhor seria observar atentamente o que nos torna felizes.
O aturdimento da posse desenfreada rouba de nós a felicidade e a tranquilidade que uma vida simples propicia.
A abstração do que é concreto e tangível eleva nossa mente e melhoramos nossa sintonia com o mundo subjetivo e isso é o que realmente importa.
Joanna de Angelis, no livro “O despertar de um Espírito”, fala desta necessidade de se buscar um espaço na solitude para aprendermos a ver e a ouvir o que se passa realmente em nosso imo:
“Como providência terapêutica, todos devem afastar-se por algum tempo do contubérnio em que se encontra detido, refazendo caminhos e pensamentos, revitalizando disposições para o trabalho, a família e a sociedade. (…) Assim sendo a busca da solitude é uma forma de despojamento de todos e de tudo, temporariamente, de forma a entender a vacuidade dos apegos e tormentos pelas posses de relativo significado”.

Quando aprendemos a arte de ver com os olhos da alma, como nos ensinou Jesus, entendemos de forma mais nítida o sentido existencial e nos tronamos mais livres e sensíveis a tudo o que nos cerca…

Ver apenas com os sentidos físicos limita nossa percepção real porque apenas enxergamos objetos e coisas materiais. Entretanto, quando aprendemos a ver descobrimos uma beleza mais intensa no que observamos, como se uma simples pedra ganhasse vida e nos mostrasse toda a sua trajetória, liberando nossos pensamento em torno da realidade que a cerca.

Jesus nos ensinou a ver com os olhos da alma purificados pelo amor e nas coisas mais simples da Natureza ele descortinou para a multidão que o ouvia, a beleza da simplicidade, a grandeza do amor, o valor do bem sobrepondo ao mal que ainda reside dentro dos corações humanos…

Na contemplação da Natureza, observando a beleza do que nos cerca, vamos ampliando nossa visão interior, dilatando nossos sentidos além da matéria inerte e passamos a ver o que realmente importa…

Dizem que os petas veem poesia em tudo que observam…Conseguem, mas do que os outros, colorir a vida com nuances de beleza e induzir a quem os lê a sonhar, ter esperanças no coração porque entendem melhor os sentimentos humanos e usam as palavras como instrumentos que fazem vibrar a emoção humana…
Os orientais, em suas meditações constantes, aprenderam a arte de ver com sabedoria e buscam no recolhimento e na meditação a fonte de energia e da sabedoria. O Zen budismo apregoa que a espiritualidade é a busca da expressão chamada “satori”, que é a abertura do terceiro olho. Para nós seria a “pineal” ampliando a nossa percepção, desvendando, em sua ligação com o plano espiritual, a beleza e o conhecimento0 das leis que regem o Universo.

Se aprendermos a olhar com amor, como nos ensinou Jesus, veremos em cada ser o nosso próximo, respeitando-o e tolerando suas limitações. Neste aprendizado é necessário que primeiro venhamos a nos conhecer e a nos amar como preconiza a lei natural ou divina..

Contemplando o amanhecer neste verão eu descortinei a beleza do céu avermelhado pela luz solar que o inundava de cores antecipando sua chegada… Um turbilhão de idéias me povoou a mente e desejei repassar para seu coração o que sentia aquele momento mágico, quando minha alma, tocada pela emoção de um novo dia, percebeu naquela amplidão dento de mim, a beleza da vida retratando a insuperável grandeza de Deus.

Percebi, olhando ale do horizonte o significado de estar aqui naquele instante e como é infinito o amor de Deus por todos nós…

Um sentimento profundo de gratidão aflorou em minha alma. Orei agradecendo a dádiva da vida e sermos detentores de tantas belezas e oportunidades de encontrar a felicidade e a paz.

Necessário o aprendizado de amor, da renúncia, do despojamento de coisas que ocupam espaço em nossas vidas e na têm real necessidade. Libertar nossa existência do excessivo apego às pessoas e bens materiais que nos cercam para poder abrir espaços mentais , que nos levem a pensar e repensar com equilíbrio nos deveres e compromissos assumidos.

Passamos todos pelos mesmos caminhos, na linha da evolução e as oportunidades de crescimento chegam até nós sem privilégios. É preciso ver o que realmente nos engrandece e possibilita o progresso espiritual.
Nem sempre enxergamos em nós mesmos, os entraves a este crescimento, mas poderemos treinar no dia a dia, em momentos de recolhimento e oração, a arte de ver com os olhos da alma o que está fora e dentro de nós, motivando nossa ascensão espiritual.

Joanna de Ângelis leciona:
“Solitude com reflexão, a fim de viver no tumulto sem desesperação, saudavelmente, tranquilamente, eis o impositivo do momento.
O redespertar para a beleza, deixando-se mimetizar pela sua contribuição e harmonia e de vida, somente é possível quando o Eu emerge e passa a comandar as atividades, tornando-se a realidade dominante em todo o processo de transitoriedade.”

Aprimorando-nos intimamente, aprendendo a ver a beleza que a Natureza nos concede, educando nossos sentimentos, ampliando nossa sensibilidade diante do outro nos momentos de dores e infortúnios, compreenderemos o sofrimento como instrumento divino a nos lapidar a alma.

Quem sabe, assim, estaremos aprendendo com os poetas a ver a beleza que transcende da flor que embeleza nossos sentidos físicos, da árvore amiga que nos dá exemplos de perseverança, da água que nos purifica, do alimento que nos fortalece e anima a cada dia…

Ver essencialmente com o coração, porque como dizem os que têm esta sensibilidade ante o belo: o essencial não está apenas na forma concreta do objeto admirado. Está muito além do que veem nossos sentidos físicos. Passaremos a perceber o encantamento em tudo o que é obra divina e nos dá felicidade, mesmo que temporária, mas que conforta e nos anima a prosseguir.

Respeito e amor a todos os seres, a tudo que é obra da criação de Deus – eis a meta na conquista da paz e da felicidade.



O PASSE NA UMBANDA

O passe nada mais é que um auxilio produzido pela doação de fluidos . O passe é uma troca de energia, é um remédio que recebemos quando não estamos nos sentindo muito bem e que nos ajuda a melhorar e sentir paz.

Mesmo dentro da umbanda onde encontra-se um médium incorporado com entidade espiritual(outro espírito), existe neste processo a doação e a recepção de fluidos.

O passe representa um bom recurso de auxílio às pessoas que estejam enfermas,
ou desgastadas emocionalmente ou, ainda, sob assédio de maus espíritos.

O envio de fluidos sobre o perispirito , uma capa fluídica muito ligado ao corpo físico, célula a célula, explica a sensação de bem estar físico após o passe.

O além da concentração do médium requer também a aceitação dos fluidos do usuário.Quanto mais receptivo este estiver ,mais proveito vai ter do passe.

Na Umbanda as entidades normalmente orientam, esclarecem e deixam mensagens.

Além disso as entidades de Umbanda utilizan-se de matéria para facilitar na transformação de certas energias ou ainda corte de demandas.

Por exemplo as Mães que normalmente utilizam perfumes junto ao passe ou mesmo após ele, para energizarem os filhos. O perfume também serve para baixar as vibrações densas que se encontram no usuário.Ao inalarem o perfume baixam a guarda facilitando o passe de dispersão. As mães d’agua normalmente utilizam-se de perfumes a base de flores. As Iansãs de perfumes amadeirados, e as juremas a base de ervas (lavanda, alfazema), que em algumas vezes é produzido por elas mesmas.

Os caboclos que utilizan-se de ervas,espadas de Ogum, guiné, como troca de energia.Ao passar a erva no usuário, existe uma troca de energia, quebrando demandas e energias estagnadas que se encontravam no usuário.

E ainda a própria fumaça de cachimbos, charutos e cigarros utilizados. Não pense você que a utilização deste matérias tem vinculo a um vicio terreno. Existem sim boas lembranças deste guias a utilização destes a momentos felizes de suas vidas mesmo em tempos tão difíceis como o de suas encarnações.Porém o real motivo da utilização destes meios é de uma defumação que em baforadas atingem diretamente um determinado local. Ainda o fumo, dentre outras ervas, junto a chama libera energias que servem para limpeza da aura de quem necessita. A própria agua serve como um imã ou esponja que pode sugar toda energia negativa do usuário, ou mesmo este elemento pode ser fluidificado servindo como remédio a quem precisar.




DICAS EM MEDIUNIDADE

Seja o mais discreto possível.
Evite comentários pessoais em torno das faculdades de que seja portador.
Direta ou indiretamente, não provoque palavras elogiosas a você.
Não queira se antecipar à experiência que apenas o tempo lhe conferirá.
Confie na ação dos espíritos por seu intermédio, mas submeta tudo ao crivo da razão.
Não permaneça na expectativa de bons resultados sem trabalho perseverante.
Mesmo quando bem intencionados, acautele-se contra os bajuladores.
Vacine-se contra a vaidade, não admitindo qualquer situação que o coloque em evidência.
Não se afaste das atividades que, doutrinariamente, muitos consideram insignificantes.
Jamais reivindique privilégios.
Preocupe-se em dar exemplo de devotamento e amor à Causa.
Eleja na prática da Caridade o seu ponto de sintonia contínua com os Planos Mais Altos.
Aprenda a ouvir mais do que falar.
Tenha sempre uma palavra de otimismo em seus lábios.
Não condicione a sua presença na tarefa, fazendo com que a sua opinião prevaleça sobre as demais.
Fuja de exercer domínio sobre quem quer que seja.
Não ponha palavras suas na boca dos espíritos.
Convença-se de que as Trevas possuem mil maneiras para fazê-lo cair.
Toda vigilância de sua parte ainda é pouca.
Quem aceita o primeiro suborno, começa a se vender por inteiro.
Escolha caminhar entre pontos de referência que, realmente, possam lhe dar segurança na jornada.
Não se considere completamente imune à fascinação.
Em favor de seu equilíbrio mental, não ignore a sua condição de mero instrumento.
Estude, mas não para mostrar que sabe e, sim, para que melhor avalie o tamanho de sua ignorância da Verdade.
Com a sua condição de médium, não atropele a sua condição de espírita.
O médium que mais recebe é aquele que mais doa.
Faça, a sós, as preces que você costuma fazer em público.
Dignifique o seu lar e a sua família.
Não olvide que ninguém é melhor médium do que pessoa.
O alicerce do edifício da mediunidade chama-se caráter.

por João Camargo





Linha do Oriente
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Linha do Oriente

A Linha do Oriente foi formada no plano astral há muito tempo atrás, ela é anterior à própria Umbanda. Ela é um agrupamento de seres divinos, mestres ascencionados e espíritos iluminados.

Neste agrupamento chamado de ?Grande Oriente Luminoso ou Círculo Luminoso do Grande Oriente? estão muitos irmãos atlantes, lemurianos, celtas, persas, incas, astecas, peregrinos, instrutores, magos, budistas, indianos, tibetanos, espíritos das mais antigas e diversas civilizações do planeta. Este agrupamento é o sustentador de várias religiões e formas de atuação espirituais em benefício dos seres humanos em evolução.

A Linha do Oriente guarda todo o conhecimento de todas as civilizações que aqui viveram, sobre todas as religiões, as tecnologias, as ciências (das naturais às medicinais e às nucleares), de todas as formas de Magia, enfim, todo o conhecimento relacionado à espécie humana desde a sua origem. Dentro da Umbanda, chamamos os Guias que trabalham sob esta irradiação de ?Linha do Oriente? ou ?Povo do Oriente?. A palavra ?Oriente? não está relacionada ao mapa do planeta, mas sim, ao Oriente relativo ao nascer do Sol, quando os primeiros raios luminosos surgem sobre o planeta para aquecer e mostrar o caminho. ?Oriente é Luz, é iluminação, é brilho, é ascensão?.

Esta linha de trabalho e ação começou a se manifestar nas casas de trabalho umbandistas a partir do séc. XX para atender à necessidade de vários irmãos que estavam no plano astral precisando trabalhar através da Caridade, mas que não se encaixavam nas demais linhas já conhecidas. O Povo do Oriente é regido pelo Sagrado Pai Oxalá e pelo Sagrado Pai Xangô, é sustentada pela luz da Fé e pelo Fogo Sagrado que aquece o espírito. O seu patrono é Xangô Kaô, representado por São João Batista.

Assim como nas demais linhas de trabalho da Umbanda, seus Guias atuam sob a irradiação do Grande Oriente Luminoso, mas podem receber também irradiações dos nossos Pais e Mães Orixás direcionando seus campos de ação e atuação. As irradiações do Grande Oriente Luminoso também podem amparar Guias de outras irradiações, então, podemos ter um Ogum dos caminhos que atue com as energias do Oriente, um Xangô das montanhas que atue com as energias do Oriente, uma Oxum das matas que atue sob as irradiações do Oriente, e assim pode acontecer em todas as 7 linhas de Umbanda Sagrada. Os Guias das irradiações do Oriente estão entre os Guias que se manifestam nas casas de trabalho, são Guias como todos os outros e respeitam as normas de conduta da casa e o livre arbítrio de seus médiuns. Incorporam normalmente, dão passes, fazem consultas, apenas possuem uma irradiação que os permite uma vibração na linha do Oriente.

Os Guias da linha do Oriente atuam de acordo com seus campos de trabalho, seja um Ogum, um Xangô, um Preto-Velho ou uma Criança. A sua vibração primordial é relacionada à ascensão espiritual e à cura do espírito e do corpo. Atuam muito nos trabalhos e atendimentos relacionados à saúde. Tem como missão auxiliar na humanização de nossos corações endurecidos, na elevação de nossas vibrações e dos nossos pensamentos, no aumento da nossa Fé, em nossa elevação moral e ética, na evolução dos nossos mentais divinos. Em suas giras podem se apresentar Guias das mais diversas origens e inseridos nas mais diversas linhas de trabalho, pode se manifestar um Xangô, uma Iansã, uma Nanã, um Caboclo ou mesmo o espírito de um irmão que tenha elevação espiritual mas que ainda não tenha uma linha definida dentro da Umbanda. Normalmente, falam muito pouco, tem um linguajar correto e culto, quando precisam passar alguma orientação usam frases curtas com significados profundos. Não incorporam para conversar, apenas para trabalhar. Procuram fazer os consulentes compreender as causas de suas enfermidades e assimilar a necessidade de mudança de seus hábitos pessoais, de seus pensamentos e sentimentos, a fim de se elevar e buscar a sua própria cura.

Por ser uma linha universalista as informações sobre as suas ervas principais, o seu dia, ponto de força e oferenda não foram estabelecidos. O Povo do Oriente não costuma pedir oferenda, por isso não há uma regra. Cada um deve consultar os seus Guias caso haja algum pedido especial. A sua cor fundamental é o dourado. A outras duas cores da linha são o branco de Oxalá e o marrom de Xangô.

Saudação: Salve o Povo do Oriente!



Mensagem de Uma Cigana




Mensagem de Uma Cigana

Durante toda a caminhada, mantivemo-nos vigilantes de nossos filhos. Dentre ao que nos é permitido: zelamos, defendemos, acolhemos, aconselhamos, ralhamos, acarinhamos e ensinamos.

Alguns acompanharam nossas caravanas, por prados, florestas, montanhas, lamaçais, durante a ventania, o sol escaldante dos desertos, a chuva e o bom tempo. Outros se cansaram, sentaram-se à beira do caminho até o último de nós passar, e retomaram a áspera caminhada a nos seguir. Ainda outros, se distanciaram de nós por algum tempo e ainda assim conseguiram nos alcançar. A estrada da vida é árdua, as pedras do caminho machucam os pés e o turbilhão de emoções maculam o coração e às vezes, deixam cicatrizes profundas na alma. Mas por favor, filhos não percam a fé, nem desistam da caminhada.

Quem compartilha de nossa energia é forte como as rochas, ardente como o fogo, suave como a brisa e transparente como a água. Sejam livres como os pássaros que voam, mesmo que em seus pensamentos! Tenham a beleza e a sutileza da flor que desabrocha e perfuma.

Não desistam do caminho a ser trilhado, para que nunca se afastem de nossa caravana.

O tempo não existe e amanhã, os pandeiros chocalharão, fitas coloridas se agitarão e então, veremos a dança da vida e se fará festa. E nós, aqui estaremos de braços abertos para recebê-los em espirais de amor! Que Diel olhe por todos nós!

Por Kamai- morada dos deuses.



Mensagem do Exu de Lei




Não Espere por Justiça, Faça por Merecer!


Mensagem do Exu de Lei

"A Lei do retorno deve ser cumprida e executada. Seguindo a verdade dessa afirmação, qualquer um possuidor de luz divina tem a permissão de executá-la, encarnado ou não, assim como Jesus em sua passagem pelo plano Terra concedeu a permissão da expulsão de obsessores e demônios que dominassem algum filho de Deus.

Seguindo essas verdadeiras palavras, confirmadas através dos tempos, conclui-se mais uma vez que a Lei do retorno existe e sempre existirá para ser cumprida e executada em nome da Justiça Divina.

Mas não deixe se enganar por aqueles que por dar uma esmola, por ajudar o próximo e assistir missas, por seguir uma doutrina, por bater um tambor, por lavar uma cabeça, por receber uma benção, julgar-se capaz de cumprir e executar essa Lei. Pense que a cada mil, nenhum será digno. Que a cada dois mil, nenhum será digno. Sabe-se lá ao meio de quantos apenas esse ou aquele tem a permissão para executar essa Lei.

Como saber? Indo a fundo em seu próprio interior para buscar a Luz Divina. E prepará-la para vir à tona. A preparação é árdua, requer conhecimento, paciência, sensibilidade, humildade e força espiritual. Só assim, após longa caminhada de preparação tem-se a capacidade de poder fazer cumprir e executar a Lei do retorno. Reflita na longa caminhada; nas entidades espirituais; pense na longa caminhada dos espíritos que hoje se encontram dentro da Luz. Muitos precisaram de várias reencarnações, muitos precisaram de longo tempo mesmo após sua existência, em algum ponto do mundo espiritual para ter a permissão de fazer cumprir e executar a Lei do retorno.

Diante dessa verdade, não espere por justiça, faça por merecer.”


- Exu de Lei (Mensagem recebida em 20 de junho de 2009 pelo médium Alberto Magno, Equipe Genuína Umbanda)




Cigano na Umbanda




O Povo Cigano na Umbanda

São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes, pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e, tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.

Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.

Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.

Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.

Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.


Salve o Povo Cigano!



Cigano na Umbanda





Cigano na Umbanda
São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda.

Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.

Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins.

O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado.

Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.

No Terreiro os Boiadeiros vêm "descendo em seus aparelhos" como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.

Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus.

Quando o médium é mulher, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano de cor, bem apertado, cobrindo o formato os seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até da sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores.

Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.

Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro José, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc.

Sua saudação: “Jetruá Boiadeiro”, “Xetro Marrumbaxêtro”

Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, "o caboclo sertanejo". São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.

Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa.


É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. à noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações.

Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.

O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro - habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens.

Enquanto os "caboclos índios" são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.

Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como "Encantados",pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais.

Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus.

Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade.

Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.

Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha "sempre" atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim "limpam" o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.

Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ''e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando- se grandes protetores, como os Exus.

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. "Gostar" para um boiadeiro é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "filho". Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.

Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc.

Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

Jetruá Boiadeiro...

Saravá Seu Boiadeiro.



Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ''e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando- se grandes protetores, como os Exus.

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. "Gostar" para um boiadeiro é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "filho". Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.

Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc...

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