Comidas de Santo

Comidas de Santo.

Na umbanda costuma-se dar oferendas aos guias , protetores eorixás com os seguintes objetivos:

Alcançar graças, Bênçãos e curas e muitas outras finalidades

As oferendas são Comidas específicas de cada Orixá, que para serem preparadas são submetidas

a um verdadeiro ritual.

Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas.

Exemplos de oferendas : 

Oferendas

Significa dar, oferecer, entregar.

O umbandista comumente vai à natureza, nos campos sagrados (*) colocar em seu seio

Determinados elementos com o objetivo de melhorar sua vida material e espiritual.

A oferenda vem ser um processo de alteração de vibração com a finalidade de promover,

Através desta atração, o equilíbrio físico, astral e mental da pessoa necessitada.

Os materiais utilizados nas oferendas são alguns elementos encontrados na natureza,

Como flores, frutas, sementes, minerais, etc..

Outros são comidas votivas, bebidas, velas coloridas, velas de magia, defumadores,

Cigarros, charutos, carnes e aves.

Despachar significa mandar embora, livrar-se de alguma coisa jogar fora.

Despachar vibrações significa literalmente livrar-se delas.

(*) Os Campos sagrados são: Matas, pedreiras, mar, rios, lagos, fontes e cachoeiras.

Estradas caminhos, cemitérios, encruzilhada macho +, Fêmea T.

São campos considerados sagrados pela umbanda, são visitados pelos umbandistas

com um único propósito a busca de Axé, ,Axé é a força e como tal, precisa ser extraído,

desta forma se faz necessário a utilização de ritual próprio, constitui-se basicamente em pedidos

de Agô a( licença), quem de direito e saudação as forças que comandam aquele local.

Após estar dentro dos campos sagrados cada correntes com sua maneira própria efetuam
oferendas, despachos ou outro ritual que cada corrente considere necessário para atender suas
carências.

è por isso que costumamos dizer:

“ Quem dá recebe, quem recebe dá”.

 


RECEITAS

COMIDAS DOS ORIXÁS


Acarajé

Preparo: 1 hora e 40 minutos
Fritura: 30 minutos
Rendimento: 25 acarajés


INGREDIENTES
- 500g de feijão fradinho
- 3 cebolas médias raladas
- 1 colher (sopa) de sal
- 1 garrafa de azeite-de-dendê


MOLHO
- 500g de camarão seco torrado e moído
- 2 pimentas malaguetas
- 1 cebola ralada
- 1 colher (sopa) de coentro fresco bem batido
- 2 xícaras (chá) de azeite-de-dendê

PREPARO
1. De véspera, deixe o feijão de molho em água fria.
Retire o olhinho preto e o resto da pele e triture-o.
2. Tempere com a cebola ralada e o sal. Bata muito
bem, com uma colher de pau, até obter um creme de
boa consistência.
3. Misture bem todos os ingredientes do molho e leve
ao fogo baixo, deixando por cerca de 10 minutos.
Cuidado para não deixar o azeite-de-dendê queimar.
4. Frite a massa às colheradas, no azeite-de-dendê
bem quente, deixando dourar os dois lados. Em seguida,
sirva quente, abrindo os acarajés com uma faca e

recheando-os com o molho


CARURÚ

Preparo: 30 minutos
Cozimento: 30 minutos
Para 6 a 8 pessoas
Acompanhamentos: arroz, farofa de azeite-de-dendê,
xinxim de galinha, vatapá.

INGREDIENTES
- 1/4 Kg de camarão seco defumado

- 1 xícara (chá) de castanha de caju moída


- 1 xícara (chá) de amendoim torrado moído
- 1 cebola ralada
- 3 tomates sem pele nem sementes
- 1 maço de cheiro verde picado
- 1 litro de água fervente
- 1 Kg de quiabo cortados em cruz
- sal
- pimenta-do-reino
- 1 xícara (chá) de azeite-de-dendê

PREPARO
1. Deixe o camarão de molho em água fria por uma hora. Passe no
liquidificador e junte a castanha de caju, o amendoim, a cebola, e
os tomates bem picados. Adicione, por último, o cheiro verde e reserve.
2. Lave o quiabo várias vezes e escorra-o numa peneira. Coloque na água
fervente e ponha sal e pimenta. Ferva por 10 minutos.
3. Acrescente a mistura de camarão e temperos. Deixe no fogo por 20
minutos, mexendo sempre. Cinco minutos antes de tirar do fogo, acrescente
o azeite-de-dendê.
4. Sirva.


VATAPÁ

Preparo: 1 hora e 30 minutos
Fogo: 40 minutos
Para 8 a 10 pessoas
Acompanhamento: arroz branco

INGREDIENTES:
- 400g de pão sem a casca (mais ou menos 8 pãezinhos)
- 3 xícaras (chá) de leite grosso de coco



- 1/2 Kg de camarões médios limpos
- 1/2 quilo de peixe em postas (garopa)
- sal
- pimenta-do-reino
- suco de limão
- 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 1 cebola grande ralada
- 4 tomates batidos no liquidificador e passados na peneira
- 250g de camarão seco
- 1 xícara (chá) de amendoim torrado e moído
- 1 xícara (chá) de castanha de caju torrada e moída
- noz-moscada
- gengibre ralado
- 1 xícara (chá) de azeite-de-dendê

PREPARO
1. Pique e ponha o pão de molho no leite de coco por 30 minutos.
Passe pela peneira.
2. Tempere os camarões e postas de peixe com sal, pimenta e suco
de limão.Refogue no azeite com a cebola e o tomate.Deixe cozinhar por 15 minutos.
3. Retire o peixe da panela e junte com o camarão seco (moído e sem casca), amendoim, castanha de caju, massa de pão com leite de coco, gengibre e noz-moscada.
4. Acrescente aos poucos azeite-de dendê e deixe no fogo, mexendo até obter um creme grosso.
5. Adicione parte do peixe e mexa no fogo por mais 3 a 4 minutos. Tire e sirva colocando creme sobre o peixe restante.


Bobó de Camarão

Preparo: 20 minutos
Cozimento: 35 minutos
Para 8 pessoas
Acompanhamento: arroz ou acaçá

INGREDIENTES:
- 1 1/2 Kg de camarões médios limpos
- sal
- pimenta
- suco de 2 limões - 1 maço de cheiro verde picado
- 1 folha de louro picada
- 2 cebolas raladas
- 5 colheres (sopa) de óleo



- 2 pimentões sem pele picados
- 8 tomates sem pele nem semente
- 1 1/2 de aimpim cozido
- 2 copos de leite de coco
- 4 colheres (sopa) de azeite-de-dendê
- molho de pimenta vermelha a gosto

PREPARO:
1. Tempere o camarão com sal, pimenta, suco de limão,
cheiro verde, louro e cebola. Deixe a mistura tomar gosto
por cerca de 30 minutos.
2. Refogue o camarão no óleo, juntamente com os temperos.
3. Acrescente o pimentão e o tomate. Tampe e deixe apurar
em fogo baixo durante 15 minutos.
4. Cozinhe o aimpim e bata no liquidificador com o leite de coco.

Misture ao refogado de camarão e deixe apurar mais um pouco.
5. Acrescente o azeite-de-dendê, molho de pimenta, mexa e deixe
mais 5 minutos.
6. Sirva bem quente, com arroz ou acaçá.


Preparo: 25 minutos
Fogo: 1 hora e 30 minutos
Para 4 a 6 pessoas
Acompanhamento: arroz branco

INGREDIENTES
-
300g de camarões secos
- 1 galinha de uns 1,800 Kg
- sal
- pimenta do reino
- 3 colheres (sopa) de vinagre


- 1 cebola batida
- 2 xícaras (chá) de azeite-de-dendê
- 1 maço de cheiro verde picado
- 3 sementes de coentro
- 2 xícaras (chá) de caldo de galinha

PREPARO
1. Deixe os camarões de molho em água por 2 horas. Limpe-os
2. Limpe a galinha. Corte-a e tempere com sal, pimenta e vinagre.
3. Doure a cebola em 1 xícara de azeite-de-dendê. Junte os pedaços
de galinha e doure por igual. Adicione o cheiro verde, coentro e
camarões.
4. Deixe refogar e acrescente o azeite restante. Junte o caldo de galinha aos poucos, durante o cozimento da ave (1h e 15 min).
5. Sirva logo.


Moqueca Mista
Moqueca mista de camarão e lagosta

Preparo: 25 minutos
Fogo: 20 minutos
Para 5 pessoas
Acompanhamento: acaçá ou arroz

INGREDIENTES
-
1/2 Kg de camarão médio
- 6 lagostas médias- sal
- pimenta



- 2 colheres (sopa) de suco de limão
- 1/2 xícara (chá) de azeite-de-dendê
- 2 cebolas raladas
- 5 tomates aferventados e passados na peneira
- 1 pimenta vermelha
- 2 colheres (sopa) de coentro picado
- 1/2 xícara de chá de leite de coco

PREPARO
1. Limpe bem o camarão e a lagosta. Tempere com sal, pimenta e suco de limão.
2. Ponha em uma panela o azeite-de-dendê, cebola, tomate, sal e pimenta vermelha.
3. Junte o camarão e a lagosta e leve ao fogo. Conservar por cerca de 20 minutos.
4. Adicione o coentro picado e o leite de coco
5. Sirva


ABARÁ

INGREDIENTES:
500g de feijão-fradinho
6 folhas médias de bananeira cortadas em pedaços de 10 x 20cm
2 cebolas grandes cortadas em pedaços
250g de camarão seco defumado, sem casca
1 colher (chá) de gengibre ralado
azeite-de-dendê

Para o molho
1 xícara de camarão seco defumado, sem cabeça e sem rabo
1 cebola grande picada
3 colheres (sopa) de azeite-de-dendê


PREPARO

Passe o feijão-fradinho pelo processador ou pelo liqüidificador até ficar bem quebrado.


Coloque de molho na água de um dia para o outro. Retire as cascas que subirem à superfície. Passe em água corrente e escorra. Reserve.
Cozinhe a folha de bananeira no vapor por 4 minutos ou até começar a murchar.
Bata o feijão, a cebola, o camarão e o gengibre no processador, até ficar uma massa homogênea. Junte o azeite-de-dendê e misture bem.
Enxugue bem as folhas e em cada uma coloque uma colher da mistura preparada. Numa das pontas, sobreponha um lado da folha sobre o outro. Dobre as laterais para o centro, como uma flecha. Dobre para baixo. Repita a operação com a outra extremidade.
Cozinha os abarás no vapor por 30 minutos ou até aumentar de tamanho.
Prepare o recheio: passe o camarão no processador. Frite a cebola no azeite-de-dendê até murchar. Junte o camarão e refogue por 10 minutos, em fogo baixo. Se secar, junte um pouco de água. Sirva o abará quente ou frio na própria folha de bananeira. Cada pessoa corta o abará ao meio e coloca um pouco do recheio.

Rende 30 unidades.

FAROFA DE FEIJÃO

Cozinha-se o feijão com água e sal, tendo o cuidado de mexer, para conservar os caroços inteiros. Escorre-se na peneira. Numa frigideira derrete-se o toucinho, com rodelas de cebola. Quando a cebola estiver tostando joga-se a farinha de mandioca para torrar e por ultimo o feijão, misturando tudo. Pode-se colocar pimenta com moderação.

CANJICA

Deixe de molho ½ quilo de canjica. A seguir escorra a água, ponha outra e leve a canjica a cozinhar em fogo brando até que os grãos fiquem moles (verifique apertando os grãos entre os dedos). Acrescente então, 1 litro de leite, 1 colher de manteiga e pedaços de canela em pau. Deixe ferver para engrossar. Junte depois 1 garrafinha de leite de coco. Deixe ferver novamente e sirva.

BOLO DE FUBÁ

INGREDIENTES

1 xícara (de chá) de fubá.
1 xícara (de chá) de farinha de trigo.
1 xícara (de chá) de açúcar.
1 xícara (de chá) de leite.
4 colheres (de sopa) de banha ou manteiga.
1 ½ (uma e meia) colher (de sopa) de pó Royal. ½ (meia) colher (de chá) de sal.
2 ovos.
Canela em pó a gosto.


PREPARO

Esquentar o forno.
Peneirar e medir os ingredientes secos.
Peneirar juntos esses ingredientes.
Misturar em outra vasilha os ingredientes líquidos: ovos ligeiramente batidos, leite e gordura derretida.
Acrescentar, aos poucos, os ingredientes líquidos aos secos, misturando bem até a massa ficar homogênea.
Despejar em forma ou tabuleiro untado com banha ou manteiga.
Assar em forno quente.
Passar canela com açúcar refinado sobre a superfície do bolo ainda quente.
Desenformar depois de frio.

*** Sirva o bolo com café forte e sem açúcar para os pretos-velhos ***


Oferendas Diversas.

Conhecendo As cidades Do Paraná 

Cascavel

Matheus Piscioneri
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"Que Ogum te Abençoe hoje e sempre".


Comida ritual, nas religiões consideradas afro brasileiras, são as comidas específicas de cada Orixá, cujo preparo requer um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas. Durante a festa ou no final, em grande parte são distribuídas para todos os presentes. São chamadas comida de axé, pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas.

A Iyabassê é a pessoa responsável por cumprir esse ritual. Existem Orixás que não aceitam comidas com azeite de dendê, outros não aceitam mel, outros não aceitam sal, outros não aceitam camarão, etc… A Iyabassê precisa saber exatamente como se prepara cada uma dessas comidas, para que elas sejam aceitas pelos Orixás respectivos.

Abará
Abalá
Abadô
Aberém
Abóbora de caboclo
Acaçá
Acarajé
Ado
Ajebo
Amalá
Amió
Angu
Arroz de hausa
Axoxô
Bobó
Carurú
Deburu ou Doburu
Ebô
Ebôya
Efó

Erã peterê
Ekuru
Farofa
Fubá
furá
Imbé
Ipeté
Ixé
Jacuba
Jurema
Lelê
mungunzá (ritual)
Omolocum
Vatapá
Xinxim de galinha
Abará é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé.

O abará tem a mesma massa que o acarajé: a única diferença é que o abará é cozido, enquanto o acarajé é frito.

O preparo da massa é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirada toda a casca, passa-se novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescentam-se cebola ralada, um pouco de sal, duas colheres de dendê.

Quando for comida de ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão, e, quando fizer parte da culinária baiana, colocam-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que podem ser moído junto com o feijão, além de alguns inteiros.

Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira, semelhante ao processo usado para fazer o acaçá, e deve ser cozido no vapor em banho-maria. É servido na própria folha.

  



Ado – é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente à Orixá Oxum.

 

Ajebo ou ajébo é comida ritual do Orixá Xango ayra

É feito com seis ou doze quiabos cortado em “lasca”, batido com três clara de ovos até formar um musse, regado com gotas de mel de abelha e azeite doce. Colocado em uma gamela forrada com massa de acaçá ou pirão de farinha de mandioca, ornado com doze quiabos inteiros, doze moedas circulante, doze bolos de milho branco e seis Orobôs.

A mesma oferenda pode ser oferecida a outras qualidades de Xangô, todavia acrescenta-se azeite de dendê e substitui os doze bolos de milho branco por doze acarajés.

 

Amalá ou Caruru é comida ritual votiva do Orixá Xangô, Iansã, Obá e Ibêji

É feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce, pode ser feito de várias maneiras. É oferecido em uma gamela forrada com massa de acaçá. Também chamado pelo povo de santo nos candomblés jeje-nagôs de caruru.

Axoxô Axoxô ou Oxoxô é como é conhecida a comida ritual dos Orixás Oxóssi e Ogum no candomblé e umbanda, que consiste em milho vermelho cozido. Quando oferendado pra o orixa ogum é refogado com cebola ralada, camarão seco defumado, sal e azeite de dendê. Quando oferendado para orixá oxóssi o milho cozido é misturado com melaço (Mel de cana de açúcar), não confundir com mel de abelha que é o grande ewo deste orixá, enfeitado com fatias de coco sem casca.

Nota. Esta mesma oferenda pode ser consagrado à Olokun.

   

Deburu – é a comida ritual dos Orixás Obaluaiyê e Omolu, é o milho de pipoca estourado em uma panela, em alguns lugares com óleo, em outros com areia. Nesse último caso, é preciso peneirar a areia dessa pipoca depois de pronta. Ao final, a pipoca colocada em um alguidar (vasilha de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco.

 

Ebô, palavra oriunda do iorubá, consiste num alimento religioso e votivo para os orixás funfun (branco) Oxalá, dentro das religiões afro-brasileiras. É o milho branco cozido sem tempero e sem sal.

 

Ebôya, eboia ou fava de iemanjá é uma comida ritual feito com fava cozido refogado com cebola, camarão, azeite de dendê ou azeite doce.

A mesma oferenda pode ser preparada com o milho branco na falta da fava, todavia recebe o nome de Dibô, possuindo o mesmo valor ritual. É uma comida oferecida especificamente ao orixá Iemanjá, podendo ser vista nos rituais de ori, bori e assentamento de cabeça, no sentido de dar equilíbrio espiritual.

  

Erã peterê

Erã peterê, eran peterê ou simplesmente peteran como é comumente chamado pelo povo de santo é o nome da comida ritual votiva, pertinente á vários rituais e orixás da cultura afro brasileira denominado de candomblé. Preparado com carne fresca de preferência dos rituais de sacrifícios, sal e rapidamente frita no azeite de dendê, em caso do orixá ser funfun, deve-se substituir o sal pela cebola e o dendê por azeite doce e oferecido ao orixá regente da obrigação, independente do ixé.

A mesma comida ritual recheada de camarão defumado, chamado popularmente xinxin ou moqueca de carne é servida normalmente aos adeptos do candomblé nas festas de barracão, sendo uma comida votiva ao orixá Akeran (oxossi) por ter ligação ao eran (carne). 

  

Ekuru é uma comida ritual. A massa é preparada da mesma forma que a massa do acarajé, feijão fradinho sem casca triturado, envolto em folhas de bananeira como o acaçá e cozido no vapor. A única diferença é que nesta comida substitue o azeite-de-dendê por azeite dôce (Oleo de oliva) ou banha do Ori.

 

Farofa ou mi-ami-ami é um nome comum a vários tipos de comidas rituais votivas, feita de uma mistura, que tem como base farinha de mandioca, “farinha de pau ou farinha de guerra”. Esta comida ritual sagrada, também é um alimento ritual e muito apreciada pela maioria do povo do santo da cultura Nago-Vodum.

Tipos de Farofas

Farofa-de-dendê, farofa amarela, farofa vermelha, farofa de azeite ou farofa de bambá são nomes comumente chamado pelo povo do santo em sua variada apresentação a depender do ritual que esteja acontecendo. Normalmente é chamada de farofa de dendê a farofa servida aos adeptos e participantes do candomblé, feita com farinha, azeite de dendê, camarão seco, cebola e sal, vista sempre no ritual do olubajé.
Os outros tipos são denominações para rituais pertinentes a limpeza de corpo, padê de exu, sasanha, afexu, axexê etc. Também oferecido para alguns orixas e preparadas só com azeite de dendê e sal.

 

Farofa branca, farofa de agua ou farofa de egum, são farofas preparadas só com água e sal. Determinados orixas funfuns apreciam esta iguaria e algus preferem sem sal.

 

Farofa de mel ou mi-ami-ami owin é uma farofa preparada com farinha e mel de abelha, muito utilizada nos rituais de erê, ibeji, osain e oxun, comumente visto nos carurus dos santos gêmeos e devoção a São Cosme e São Damião, Crispim e Crispiniano.

 

Farofa de cachaça ou mi-ami-ami otin é uma farofa preparada com farinha e cachaça, muito utilizada nos rituais de exu, padê e limpeza de corpo. O povo do santo também chamam de farofa de cachaça toda farofa feita com aguardentes, vinhos ou qualquer bebida alcoólica.

 

Furá

Furá, bolinhos, ou bola de: arroz, inhame, farinha de mandioca, farinha de milho… etc. é o nome da comida ritual votiva, pertinente á vários rituais e orixas da cultura afro brasileira denominado de candomblé.

Este alimento ritual é muito comum nos rituais de limpeza de corpo, bori, assentamento de cabeça, axexê, apanan, feitura de santo, sasanha etc.

Tipos
Bolas de arroz. O Arroz é cozido na água sem sal, até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela, em seguida formar os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça.
 
Bolas de farinha. Em um alguidá coloca-se a farinha, depois a água e modela os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para limpeza de corpo e axexê.
 
Bolas de inhame. O inhame deve ser bem cozido em água sem sal, depois pilado em pilão, ou com a ponta de um garfo, em seguida sovado para obter uma massa pastosa e modela os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é muito apreciada pelos orixás oxaguian, oxalufan, oxalá, yemanja e entra em vários rituais como bori, assentamento de cabeça, axexê, apanan, feitura de santo, sasanha etc.
 
Bolinhos de dendê. Em um alguidá coloca-se a farinha, depois a água, azeite de dendê e modela os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para limpeza de corpo, axexê e oferenda ao orixá Exu.

Bolinhos de egun. Em um alguidá coloca-se a farinha, depois a água com aguardente e modela os bolos de forma arredondada com as mãos e acrescenta um pequeno pedaço de carvão vegetal. Esta comida ritual é para limpeza de corpo, axexê e Egum.
 
Bolinhos de iemanjá. O Arroz ou milho branco é cozido na água sem sal, até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela, em seguida formar os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça, em especial como o nome já diz é oferecido para o orixá Yemanjá.

 

Bolinho de tapioca. A tapioca e colocada em leite de coco e açúcar até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela e depois sova, em seguida formar os bolos de forma arredondada ou alongada com as mãos. Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça.
Os de formas alongadas são fritos em azeite ou óleo, sendo carinhosamente oferendado aos ibejis e apreciados pelo povo do santo. Nota Este mesmo bolinho é vendido nos tabuleiros das baianas de acarajé com o nome de punheta ou bolinho de estudante. 

 

Ipeté, é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé, oferecida especialmente ao orixa Oxun.

Inhame, azeite de dendê, cebola raladas, camarão sêco e defumado, gengibre ralado, camarões frescos inteiros e cozidos para enfeitar e sal.

Também oferecido ao Orixá Oxaguian, substituindo o dendê por azeite doce na festa do Pilão.

Preparo:
Tirar a casca do inhame e cortar em pedaços pequenos, cozinhar ao ponto de amassar com um garfo, colocar os temperos e um pouquinho de sal e bater com uma colher de pau até ficar no ponto de um purê.

Colocar em uma tigela e enfeitar com os camarões inteiros.

Ixé

Ixé, inché ou eran axé é o nome da comida ritual votiva, oferecida a todos orixás da cultura afro brasileira denominado de candomblé.

Este alimento ritual é um dos mais sagrados e importantes para o povo do santo. Preparado com “miúdos” entranhas e extremidades dos animais sacrificados nos rituais de oroeje, podendo ser cozidos ou não, a depender da vontade do orixá e temperado com cebola, sal e camarão seco ou com outros temperos como lelecun, bejerecum, aridan, obi, atarê, orobô, etc., tudo consultado previamente no oraculo do merindilogun.

 

Mungunzá, mugunzá, ou mucunzá como é chamado pelo povo do santo é o nome da comida ritual votiva, pertinente aos orixás oxalá, oxaguian, oxalufan e o ikise lembarenganga, tanto no candomblé como na umbanda. (De mucunzá, do quimb. mu’kunza, ‘milho cozido’) “Dicionário Aurélio”.

Alimento ritual feita de grãos de milho (geralmente branco), cozidos em água sem sal e com açúcar, algumas vezes com leite de coco e de gado, com pequena quantidade de “água de flor de laranjeira”, servido aos adeptos com bastante caldo e aos orixás bem compactada em forma de ebô.

 

Omolocum – comida ritual da Orixá Oxum, é feito com feijão fradinho cozido, refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce.

Enfeitado com camarões inteiros e ovos cozidos inteiros sem casca, normalmente são colocados 5 ovos ou 8 ovos, mas essa quantidade pode mudar de acordo com a obrigação do candomblé.

 



Os textos apresentados na sua maioria foram retirados , da internet. Esse é um espaço onde colocamos diversos pensamentos e o nosso principal objetivo é a divulgação da nossa Umbanda. Quando algum texto for de autoria do Centro Pai João de angola, o responsável será indicado; da mesma forma que fazemos com outros autores que não têm vínculos com a nossa casa... Comunicado Importante: Este é um Site totalmente gratuito, sem fim comercial ou lucrativo. Algumas imagens e informações provêm de outros sites na internet. Caso você seja o detentor do Copyright de qualquer uma delas, e deseje que ela seja retirada, por favor, é só nos mandar uma mensagem citando o nome e a localização para sua remoção imediata. Não temos o objetivo de nos apropriar de informações alheias tomando-as como nossa, pelo contrário, sempre que possível, colocaremos o nome do autor abaixo do título para deixar bem claro que a intenção é de divulgar a Umbanda através de textos bem elaborados e esclarecedores. Saiba que o Centro Pai João de Angola está isento de qualquer responsabilidade.


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Livro de Visitas 2

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Altar na umbanda

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As falanges de trabalhos na umbanda

Assistência

Atitudes interiores

Bandeira branca de Oxalá

Cantos e palmas num terreiro

Como acontece a gira

Como ler ouvir observar e saber se aquilo é certo

Conduta Moral

Conduta no terreiro de umbanda

Conflitos

Conflitos Familiares

Cores e a umbanda

Cumprimentos e posturas

De olho Fechados

Deus não te Fez para sofrer

Deus salve a Umbanda

O dia de Finados na Umbanda

ELEMENTOS DO TERREIRO DA UMBANDA

Entendendo a inveja

ESPIRITUALIDADE E CONSCIÊNCIA

Expressões usadas na Umbanda

Exu não é fofoqueiro

Exu não é o diabo

Falta de doutrina e comprometimento

Faz caridade fio

Faz o bem sem ver a quem

Fumos e Bebidas

Fundamentação doutrinátoria

Guias e Colares

Hierarquia na Casa de Umbanda.

Humildade

Jogaram uma carga pesada pra cima de mim

Linha de Esquerda: "Exu e ´Pomba-Gira"

Mediunidade na Umbanda

Mediunidade, um passo de cada vez

Mensagem de Caboclo 7 Flexas

MIRONGA DE PRETO VELHO

NÃO ABANDONES O TEU POSTO DE SERVIÇO

Normas dos terreiros

Nossos Umbigos

O maior inimigo da Umbanda

O pequeno universo do umbandista

O Perdão Não tem Contra-indicação

O templo que vos acolhe

OBRIGAÇÕES NA UMBANDA

Obrigado, vovô

Oração do umbandista

Orixá de Cabeça

Os Caboclos na Lição de Pai João

Os médiuns são Parceiros

Os Orixás se Manifestam em Nós e Através de Nós!

Os perigos e conseqüências da mediunidade mal orientada

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