Yemanjá

Salve Iemanjá – Rainha do Mar, mãe de todos os que navegam nos mares profundos e misteriosos da vida! Confio em vossa proteção, assim como nas caboclas do mar, para serem nossas guias protetoras, e nos conforte durante as tempestades da vida atribulada que levamos. Cobre e proteja a mim e toda minha família com vossa aura de prosperidade. Seja nossa guia, nosso farol, nossa estrela marinha divina para nos orientar, para que nunca nos falte rumo da rota segura que nos faça desviar dos obstáculos do mar agitado da vida material. Limpa minha mente e deixa meu corpo sem os fluídos negativos que possam dificultar minhas atividades nos mares da vida. Assim seja. Saravá Iemanjá, Odoyá!

Iemanjá ganha o poder de cuidar de todas as cabeças Olodumaré fez o mundo e repartiu entre os orisás vários poderes, dando a cada um reino para cuidar.

A Exú deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas.

A Ogum o poder de forjar os utensílios para agricultura e o domínio de todos os caminhos. A Oxóssi o poder sobre a caça e a fartura.

A Obaluaiyê o poder de controlar as doenças de pele.

Oxumaré seria o arco-íris, embelezaria a terra e comandaria a chuva, trazendo sorte aos agricultores. Xangô recebeu o poder da justiça e sobre os trovões.

Oyá reinaria sobre os mortos e teria poder sobre os raios.

Ewá controlaria a subida dos mortos para o orum, bem como reinaria sobre os cemitérios. Oxum seria a divindade da beleza, da fertilidade das mulheres e de todas as riquezas materiais da terra, bem como teria o poder de reinar sobre os sentimentos de amor e ódio.

Nanã recebeu a dádiva, por sua idade avançada, de ser a pura sabedoria dos mais velhos, além de ser o final de todos os mortais; nas profundezas de sua terra, os corpos dos mortos seriam recebidos.

Alem disso do seu reino sairia a lama da qual Oxalá modelaria os mortais, pois Odudua já havia criado o mundo.

Todo o processo de criação terminou com o poder de Osoguian que inventou a cultura material. Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Osalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos. Yemanjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava. Durante muito tempo Yemanjá reclamou dessa condição e tanto falou, nos ouvidos de Osalá, que este enlouqueceu. O ori (cabeça) de Oxalá não suportou os reclamos de Yemanjá. Oxalá ficou enfermo, Yemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias curou Oxalá. Oxalá agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça. Lenda tira do livro Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

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